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quarta-feira, 15 de abril de 2026

QUAEST: Governo Lula é desaprovado por 52%; aprovação é de 43%

A pesquisa Genial/Quaest apontou nesta quarta-feira (15) que 52% desaprovam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 43% aprovam a gestão.

No total, 5% dos eleitores não souberam ou não responderam.

Lula teve uma variação dentro da margam de erro com relação ao mês anterior. Em março, 51% desaprovavam a gestão de Lula, contra 44% que aprovaram.

Metodologia

A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores por meio de entrevistas pessoais, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09285/2026.

CNN

Começou a perseguição: Alexandre de Moraes manda PF abrir inquérito contra Flávio Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de determinar a abertura de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) após uma publicação envolvendo o presidente Lula repercutiu nesta terça-feira (14). A apuração foi encaminhada à Polícia Federal, conforme informações do Metrópoles.

De acordo com a decisão, a investigação busca esclarecer se a postagem feita pelo senador em redes sociais configura crime de injúria contra o presidente da República. O caso teve origem em uma manifestação feita por Flávio Bolsonaro no início de 2026.

Segundo a decisão, a Polícia Federal terá prazo de 60 dias para realizar diligências iniciais e reunir elementos sobre o conteúdo publicado pelo parlamentar. A abertura do inquérito ocorreu após representação encaminhada ao Supremo.

Ainda conforme o despacho, o caso foi motivado por análise da PF, a pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O conteúdo publicado pelo senador circulou em ambiente digital de ampla repercussão e foi alvo de análise técnica da corporação.

Déficit da Previdência no RN ultrapassa R$ 2 bilhões em 2025 e acende alerta nas contas do Estado

O déficit da Previdência dos servidores civis do RN ultrapassou R$ 2 bilhões em 2025, segundo dados do relatório de prestação de contas do Governo do Estado encaminhado à Assembleia Legislativa. O resultado reflete a diferença entre arrecadação e despesas com pagamento de aposentadorias e pensões no período.

De acordo com os números oficiais, o sistema arrecadou R$ 3,537 bilhões no ano, enquanto as despesas chegaram a R$ 5,559 bilhões. Na prática, a cobertura desse déficit precisa ser feita pelo Tesouro Estadual, o que impacta diretamente a capacidade de investimento do governo, conforme informações do Agora RN.

O relatório aponta que o regime previdenciário opera em modelo de repartição simples, sem formação de reservas, o que amplia a pressão estrutural ao longo dos anos. Entre 2023 e 2025, as receitas cresceram 9,4%, enquanto as despesas avançaram 15%, ampliando o desequilíbrio.

Dados do RREO em Foco, da Secretaria do Tesouro Nacional, mostram que o RN lidera o ranking nacional de participação da Previdência nas despesas, com 34% do total, acima de estados como o Rio de Janeiro, que registra 24%.

O presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do RN (Ipern), Nereu Linhares, afirmou que não há previsão de reversão no curto prazo. Segundo ele, fatores como a paridade seguem pressionando o sistema, enquanto medidas como a previdência complementar devem ter efeito apenas no longo prazo.

Ainda de acordo com o Ipern, o órgão tem realizado, em média, 30 concessões de aposentadoria por mês e vem mantendo prazos de análise próximos de 60 dias na maioria dos processos, exceto em casos com pendências ou necessidade de diligências.

terça-feira, 14 de abril de 2026

O objetivo de Cadu é claro: deixar Alysson de fora do segundo turno

O candidato ao Governo do Estado pelo PT, Cadu Xavier, elevou o tom da campanha ao fazer referência indireta ao seu adversário Allyson Bezerra, ex-prefeito de Mossoró, ao citar episódios ligados a investigações recentes da Polícia Federal.

A declaração foi interpretada nos bastidores como um recado claro de que a estratégia da campanha petista passa por explorar temas sensíveis envolvendo o adversário. Com isso, Cadu sinaliza que pretende concentrar fogo em Allyson, que hoje disputa posição direta com ele nas pesquisas.

Analistas políticos avaliam que o movimento não é aleatório. Com Álvaro Dias aparecendo na liderança, Cadu Xavier busca consolidar sua posição no segundo lugar e garantir vaga no segundo turno. Para isso, o objetivo é claro: ultrapassar Allyson e deixá-lo fora da fase decisiva da eleição.

Do Robson Pires

Relatório final da CPI pede impeachment de Moraes, Toffoli, Gilmar e Gonet

O relatório final da CPI do Crime Organizado, no Senado, pede o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O documento, elaborado pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), será apresentado e votado nesta terça-feira (14), último dia de funcionamento da comissão.

Pedidos inéditos e acusações

Segundo o relatório, os ministros e o chefe da PGR teriam cometido crimes de responsabilidade no contexto do caso Banco Master.

O texto aponta, entre as condutas:

Atuação em processos mesmo sob suspeição

Decisões consideradas incompatíveis com o decoro da função

Suposta omissão institucional por parte da PGR

O documento também menciona situações específicas, como a participação de Toffoli em processos envolvendo empresa ligada ao caso e decisões atribuídas a Gilmar Mendes que teriam impactado investigações.

Encaminhamento depende do Senado

Mesmo que aprovado, o relatório não tem efeito automático. O encaminhamento dos pedidos de impeachment depende de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A CPI sugere que a documentação seja enviada à Mesa do Senado para eventual abertura de processo, conforme a legislação.

Além dos pedidos de impeachment, o relatório propõe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decretação de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

A justificativa é a necessidade de retomada do controle territorial em áreas dominadas por facções e milícias.

Encerramento da CPI

Instalada há quatro meses, a CPI chega ao fim sem prorrogação. A decisão de encerrar os trabalhos partiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre sob argumento de evitar impactos durante o período eleitoral.

O relator Alessandro Vieira criticou a medida e afirmou que cerca de 90 depoimentos previstos não foram realizados, incluindo autoridades e especialistas.

98FM

FUTURA/APEX: Flávio venceria Lula no 2º turno por 48% a 42,6%

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, de acordo com pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14).

No levantamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula acumula 42,6%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08282/2026.

CNN

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Prefeita do União Brasil rompe com Alysson e declara apoio a Álvaro

A prefeita de João Dias, Maria de Fátima Mesquita da Silva, conhecida como “Fatinha de Marcelo”, anunciou seu apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte, ao lado de Babá Pereira. A decisão da gestora, tomada em um movimento estratégico que repercutiu no cenário político estadual, ganha destaque porque ela é filiada ao União Brasil, o mesmo partido do pré-candidato Alysson Bezerra.

Este rompimento público com a linha partidária expõe as crescentes fissuras internas na legenda, indicando um cenário de desunião que pode alterar significativamente o cenário eleitoral no Alto Oeste e outras regiões.

EUA anunciam bloqueio total no Estreito de Ormuz e tensão global dispara

O Comando Central dos Estados Unidos anunciou que irá impor um bloqueio completo ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira (13). A medida foi autorizada pelo presidente Donald Trump após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Segundo o comunicado, a Marinha dos Estados Unidos poderá interceptar qualquer embarcação que transite pela região, independentemente da nacionalidade, incluindo navios que operem em portos ligados ao Irã. A decisão eleva drasticamente a tensão em uma das áreas mais estratégicas do comércio global.

A resposta iraniana veio em tom de ameaça. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que qualquer aproximação militar será tratada como violação grave, indicando possível reação armada. O impasse amplia o risco de confronto direto na região.

O Estreito de Ormuz é considerado vital para a economia mundial, sendo responsável pela passagem de cerca de 20% a 25% de todo o petróleo consumido no planeta. A rota conecta produtores do Golfo Pérsico a mercados internacionais, com forte impacto sobre países asiáticos.

Com o bloqueio, cresce a preocupação com disparada nos preços do petróleo e efeitos em cadeia na economia global, enquanto o cenário geopolítico entra em um dos momentos mais delicados dos últimos anos.

domingo, 12 de abril de 2026

rejeição e vê avaliação positiva cair

A nova pesquisa do Datafolha mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva segue com alta rejeição. Segundo o levantamento, 40% dos brasileiros classificam a gestão como “ruim” ou “péssima”, enquanto a avaliação positiva recuou de 32% para 29% em relação ao último mês.

O índice de avaliação “regular” cresceu e também chegou a 29%, indicando uma migração de parte dos entrevistados para uma posição intermediária. Já os que não souberam ou não responderam somam 2%.

Quando o foco é o desempenho pessoal do presidente, o cenário também aponta desgaste. A reprovação subiu de 49% para 51%, enquanto a aprovação caiu de 47% para 45%, seguindo a mesma tendência observada na avaliação geral do governo.

O levantamento ainda indica dificuldade de crescimento político às vésperas do ciclo eleitoral. Em simulações de segundo turno, Lula aparece em empate técnico com nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, segundo dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral.

Petistas tentam minimizar Flávio numericamente à frente em pesquisa Datafolha e culpam INSS e Master pelo desgaste de Lula

Líderes do Partido dos Trabalhadores reagiram à pesquisa do Datafolha que mostra Flávio Bolsonaro com 46% e Luiz Inácio Lula da Silva com 45% em um eventual 2º turno — empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos. Nos cenários contra Romeu Zema e Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45% contra 42%.

O presidente do PT, Edinho Silva, atribuiu o resultado ao momento político e ao impacto de denúncias, afirmando que a pesquisa é um “retrato do momento”. Segundo ele, investigações em curso, como casos ligados ao INSS e ao Banco Master, acabam afetando quem está no poder.

Dentro do partido, a avaliação é que episódios recentes, incluindo suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, podem desgastar o governo e influenciar o cenário eleitoral. Ainda assim, há expectativa de mudança com o início da campanha e melhora na comunicação.

O deputado Lindbergh Farias também minimizou os números, mas reconheceu a disputa acirrada e defendeu o confronto direto com Flávio Bolsonaro como estratégia.

Já o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que o partido vai intensificar a comparação entre o atual governo e a gestão de Jair Bolsonaro, além de corrigir falhas na comunicação.

Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, todos esses cenários configuram empates. A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades de 7 a 9 de abril. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-03770/2026.

PESQUISA DATAFOLHA: Lula mantém 40% de rejeição e vê avaliação positiva cair

A nova pesquisa do Datafolha mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva segue com alta rejeição. Segundo o levantamento, 40% dos brasileiros classificam a gestão como “ruim” ou “péssima”, enquanto a avaliação positiva recuou de 32% para 29% em relação ao último mês.

O índice de avaliação “regular” cresceu e também chegou a 29%, indicando uma migração de parte dos entrevistados para uma posição intermediária. Já os que não souberam ou não responderam somam 2%.

Quando o foco é o desempenho pessoal do presidente, o cenário também aponta desgaste. A reprovação subiu de 49% para 51%, enquanto a aprovação caiu de 47% para 45%, seguindo a mesma tendência observada na avaliação geral do governo.

O levantamento ainda indica dificuldade de crescimento político às vésperas do ciclo eleitoral. Em simulações de segundo turno, Lula aparece em empate técnico com nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, segundo dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Alysson é oportunista e adota postura de ficar em cima do muro

A posição de Allyson Bezerra é vista por adversários e analistas como puro oportunismo ao evitar declarar apoio a qualquer candidato à Presidência da República. Em meio a um cenário cada vez mais polarizado, o ex-prefeito prefere adotar um discurso institucional, afirmando que irá dialogar com quem for eleito, sem assumir lado.

A estratégia, no entanto, pode não ser bem recebida por um eleitorado que tem se mostrado cada vez mais definido entre campos opostos, como os apoiadores de Lula e os ligados ao bolsonarismo. Ao tentar agradar a todos, Alysson corre o risco de não se firmar com nenhum segmento de forma consistente, alimentando a percepção de indefinição em um momento em que posicionamento claro tem sido cada vez mais cobrado.

Do Robson Pires

Setor de bares e restaurantes no RN amarga início de ano difícil: 33% operam no prejuízo

O setor de alimentação fora do lar no Rio Grande do Norte enfrenta forte pressão financeira em 2026. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no RN (Abrasel no RN), 33% dos estabelecimentos registraram prejuízo em fevereiro, um sinal preocupante para o segmento.

O desempenho fraco acompanha um início de ano já desafiador. Em janeiro, levantamento anterior da entidade mostrava que um em cada quatro bares e restaurantes (25%) já havia operado no prejuízo, enquanto 45% dos empresários relataram queda na receita em comparação com dezembro de 2025.

Para o presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado, os números evidenciam um contexto difícil, embora haja espaço para cauteloso otimismo. “Não é um bom início de ano para o setor. Os primeiros meses historicamente apresentam movimento mais fraco, o que se soma às pressões de custo e à mudança no comportamento do consumidor. Ainda assim, há expectativa de alguma recuperação ao longo do ano”, afirma ele.

Um dos fatores que têm comprimido as contas dos empresários é a inflação sobre insumos e custos operacionais. Grande parte dos estabelecimentos enfrenta dificuldades para repassar integralmente esses aumentos ao consumidor, seja pelo receio de perder clientela em um mercado competitivo, seja pelas limitações no poder de compra do público.

Segundo a pesquisa, 48% dos negócios conseguiram reajustar preços apenas em linha com a inflação ou abaixo dela nos últimos 12 meses, enquanto 47% não realizaram qualquer reajuste. Esse cenário reduz as margens de lucro e contribui para a persistência dos prejuízos.

Agora RN

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Depoimento de Galípolo à CPI do Crime Organizado sobre caso Master irrita o Planalto

Integrantes do governo manifestaram nos bastidores irritação com o fato de o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não ter apontado responsabilidade de seu antecessor, Roberto Campos Neto, no escândalo do Banco Master, durante depoimento à CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira.

A ida de Galípolo à comissão foi debatida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com auxiliares. A avaliação na conversa foi que valeria Galípolo atender ao convite da CPI para depor se fosse para falar de Campos Neto.

O Planalto e o PT têm propagado que o escândalo Master é resultado da falta de ação do chefe da autoridade monetária indicado para o cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mas ao ser perguntado nesta quarta-feira sobre a responsabilidade do antecessor, Galípolo respondeu:

“Não há nenhum processo de auditoria ou sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos Neto.”

Em outro momento, o presidente da CPI, o petista Fabiano Contarato (ES), insistiu se Galípolo tinha algum conhecimento de que Campos Neto tenha atuado para evitar a liquidação ou intervenção no Master ao longo de 2024.

“A sindicância que foi feita não encontrou nada nesse sentido”, respondeu.

Também nesta quarta-feira, em entrevista ao ICL Notícias, Lula voltou a culpar o antecessor de Galípolo pelo escândalo do Banco Master.

“Sabe, qual a serpente que colocou o ovo? O senhor Roberto Campos.”

Infomoney

A batata do “menino chapéu de couro” está assando

Mesmo sem efeito prático imediato sobre a candidatura do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, o acúmulo de auditorias técnicas recomendando a reprovação de suas contas, além de pareceres no mesmo sentido por parte do Ministério Público de Contas, acaba gerando desgaste político. Ter um histórico de questionamentos na gestão é um fator negativo que pode pesar no debate eleitoral.

E nos bastidores, o clima não é dos mais tranquilos. Em meio a comentários que circulam nos corredores da Polícia Federal, um cochicho chamou atenção: “Rapaz, a batata do menino do chapéu de couro está assando em fogo brando. Deve ficar pronta antes da Copa do Mundo terminar”. Será?

Do Robson Pires

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Moraes libera ação do PT no STF que pode restringir delações premiadas em meio à crise do Master

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento uma ação do Partido dos Trabalhadores (PT) que pode impor restrições ao uso de delações premiadas.

O caso, que estava parado desde 2025, será analisado pelo plenário, ainda sem data definida. A ação pede que o STF estabeleça limites para o uso das colaborações, como impedir que uma delação, sozinha, sirva de base para medidas judiciais ou condenações.

O movimento ocorre em meio às negociações do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para firmar acordo de colaboração com investigadores.

Na ação, o PT argumenta que o atual modelo permite interpretações que podem violar garantias fundamentais e defende regras mais claras sobre os benefícios concedidos a delatores.

O julgamento pode impactar a forma como delações são utilizadas em investigações e processos penais no país.

PESQUISA VERITÁ/ESPONTÂNEA: Álvaro Dias lidera para o Governo do RN

Levantamento do Instituto Veritá também avaliou a lembrança espontânea de voto para o Governo do Rio Grande do Norte.

Nesse cenário, Álvaro Dias aparece na liderança com 40,9% dos votos válidos. Em seguida, Allyson Bezerra registra 27,9%, enquanto Cadu Xavier soma 24,5%.

Os demais nomes aparecem com percentuais mais baixos: Rogério Marinho tem 2,8%, Styvenson Valentim 1,8%, Fátima Bezerra 1,3%, Vilma 0,6% e Natália Bonavides 0,2%.

DADOS DA PESQUISA

Registro: TRE: RN-02256/2026 / TSE: BR-00362/2026

Período: 29/03 a 04/04/2026

Margem de erro: 3,0 pontos percentuais

Abrangência: Rio Grande do Norte

Amostra: 1220 eleitores

Realização: INSTITUTO VERITA LTD

terça-feira, 7 de abril de 2026

“Nem que a vaca tussa”: Rogério fecha chapa e descarta Flávio Rocha no Senado

“Nem que a vaca tussa”, o empresário Flávio Rocha não será candidato ao Senado pelo campo da direita no Rio Grande do Norte, apesar das especulações que ainda circulam.

Nos bastidores, a leitura é de que a chapa já está completamente definida — e sem margem para alterações. A sinalização veio do senador Rogério Marinho, que controla o PL no estado e não demonstra qualquer disposição para mudanças.

A composição, segundo essa articulação, está fechada com Álvaro Dias como candidato ao Governo, Styvenson Valentim para uma das vagas ao Senado e Coronel Hélio para a outra.

A mensagem é direta: Rogério já definiu o desenho da chapa e não pretende abrir espaço para novos nomes, independentemente da pressão de aliados ou de movimentações externas.

Pacote de Lula para combustíveis enfrenta resistência e pode ter efeito limitado

Anunciadas como resposta à escalada dos preços internacionais, as medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter o custo dos combustíveis ainda enfrentam obstáculos que podem comprometer seus resultados no curto prazo. O plano inclui subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, além de incentivos fiscais para setores como aviação e biocombustíveis.

Entre os principais entraves está a adesão dos estados, já que parte da conta será dividida com os governos regionais. Apesar de a maioria já ter sinalizado apoio, divergências políticas e limitações fiscais ainda travam um alinhamento completo, o que pode reduzir o impacto direto no preço final ao consumidor.

Outro fator que pesa contra a eficácia do pacote é a dependência externa. Mesmo após mudanças na política da Petrobras, o Brasil ainda importa uma parcela relevante do diesel, ficando exposto à variação do petróleo e do câmbio em meio à tensão internacional.

Além disso, especialistas apontam que a estrutura de formação de preços continua sendo um gargalo. A carga tributária elevada e a falta de transparência na cadeia de distribuição dificultam a queda efetiva nas bombas, mesmo com subsídios bilionários anunciados pelo governo.

A pressão global também limita o alcance das medidas. Com o barril de petróleo em alta por causa do conflito no Oriente Médio, há risco de que parte do efeito positivo seja neutralizado. Diante desse cenário, o sucesso do pacote dependerá não só das decisões internas, mas também da evolução da crise internacional e da adesão do setor privado.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Flávio avança e Nordeste já não é território garantido para Lula, diz jornal afiliado d’O Globo

Segundo o Jornal Gazeta do Povo, afiliado ao Grupo Globo, até em Alagoas aparece pesquisa em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está à frente de Lula (PT). Digo até em Alagoas, porque a força de Lula é no Nordeste.

Para a eleição deste ano, a estratégia de Flávio conta com Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição para governador de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Além disso, ele também deve fazer um acordo com Romeu Zema (Novo) – existe a vontade de tê-lo como vice. Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e a parceria poderia compensar a preferência a Lula no Nordeste.

Mas parece que Flávio está investindo muito no Nordeste. Não acreditava que houvesse a transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o filho, mas, pelo jeito, está havendo mesmo, até com uma certa vantagem para Flávio, considerando a última eleição, que teve uma pequena diferença para Lula.

A candidatura de Flávio está crescendo. Aí vem o desespero de Lula. Ele quer fazer bondades.

Bondade com quê? Com o dinheiro dos pagadores de impostos, que vão pagar toda a conta. Ele não vai tirar nada do bolso dele, obviamente, para pagar conta de gás, de luz e do corte na “taxa nas blusinhas”.

A “taxa das blusinhas” rendeu R$ 425 milhões em janeiro, subiu muito em relação a janeiro do ano passado, quando recolheu R$ 341 milhões.

Ou seja, está arrecadando cada vez mais tributo. No total do ano passado, só “taxa das blusinhas”, referente a compras no exterior acima de US$ 50, foram R$ 5 bilhões de impostos para sustentar o Estado brasileiro.

Impostos federais para sustentar o governo federal, inchado, gordo, lento e, sobretudo, incompetente. Delfim Netto me dizia que divide-se a arrecadação em três partes: uma parte da corrupção, outra da má aplicação e, finalmente, sobra uma última parte para finalidade real. É incrível.