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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

ATLASINTEL: Flávio abre 5,6 pontos sobre Lula no 2º turno e chega a 52,8% dos votos válidos

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Lula (PT) na disputa pelo 2º turno, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (9). Flávio tem 52,8% dos votos válidos, contra 47,2% de Lula, uma vantagem de 5,6 pontos percentuais.

Considerando os votos totais, Flávio registra 51,1% das intenções de voto, enquanto Lula soma 45,7%. Brancos, nulos e indecisos representam 3,2%.

O resultado mostra uma mudança em relação à pesquisa divulgada na véspera do 1º turno, quando Lula aparecia com 50,1% dos votos válidos e Flávio tinha 49,9%.

O levantamento também avaliou em qual candidato os eleitores mais confiam para administrar diferentes áreas do governo. Flávio lidera na maioria dos temas pesquisados, com destaque para criminalidade e tráfico de drogas, com 53%, e equilíbrio fiscal e controle de gastos, com 52%. Nos dois casos, a vantagem sobre Lula é de dez pontos percentuais.

A pesquisa ouviu 5.026 pessoas entre os dias 3 e 8 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03663/2026.

Centrão se aproxima de Flávio e movimenta QG de campanha após 1º turno

A sede da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em Brasília passou a receber uma sequência de lideranças políticas após o resultado do 1º turno da eleição presidencial. Segundo a colunista Letícia Casado, do UOL, o local vive um clima de transição de governo, com reuniões e anúncios de apoio ao senador.

O cenário contrasta com o início da campanha, quando o PL não conseguiu fechar alianças e lançou uma chapa formada apenas por integrantes do próprio partido. Agora, União Brasil, PP, Republicanos, Podemos e Novo declararam apoio a Flávio, assim como os ex-presidenciáveis Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury.

A Frente Parlamentar da Agricultura também anunciou apoio ao senador e deverá indicar o ministro da Agricultura em um eventual governo. O movimento ocorre após Flávio terminar o 1º turno com 47% dos votos, contra 45% de Lula (PT).

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

MDB deve anunciar apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno após articulação do governador de SP, Tarcísio de Freitas

O MDB deve declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno. A articulação é conduzida pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o anúncio pode ocorrer nesta sexta-feira (9) ou no início da próxima semana. A informação é da jornalista Amanda Klein, do SBT News.

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, está consultando os diretórios estaduais antes de formalizar a decisão, mas o apoio já é considerado certo nos bastidores. Na terça-feira (6), Rossi se reuniu com Tarcísio, cujo vice-governador reeleito, Felício Ramuth, é filiado ao MDB.

Na quarta-feira (7), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também se encontrou com Baleia Rossi e cobrou uma definição, argumentando que a maioria do partido é favorável a Flávio Bolsonaro.

A ala ligada a Lula já era minoritária no MDB. No primeiro semestre, 17 diretórios estaduais assinaram um manifesto defendendo a liberdade de escolha na eleição presidencial. No primeiro turno, parte expressiva da legenda apoiou Ronaldo Caiado (PSD), enquanto outras lideranças participaram de alianças estaduais distintas.

Flávio já recebeu o apoio da federação União Brasil-PP, Republicanos, Podemos e Novo. O PSD decidiu permanecer neutro e liberou seus diretórios, embora Ronaldo Caiado, derrotado no primeiro turno, tenha declarado apoio ao candidato do PL.

PODERDATA/AYA: Flávio Bolsonaro lidera com 53% dos votos válidos contra 47% de Lula

A primeira pesquisa PoderData/Aya realizada após o primeiro turno das eleições de 2026, divulgada nesta quinta-feira (8), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa presidencial para o segundo turno. No confronto direto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato liberal registra 53% dos votos válidos, enquanto o petista soma 47%.

O levantamento revela uma mudança no ritmo da corrida pelo Planalto em relação ao cenário das urnas no último domingo (4), quando Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e Lula alcançou 45,16%, uma diferença estreita de 1,87 ponto percentual. Na nova sondagem, a dianteira do senador dobrou e passou a ser de 6 pontos percentuais.

De acordo com o instituto, em apenas uma semana a intenção de voto em Lula recuou 3 pontos percentuais, ao passo que a taxa de Flávio avançou na mesma proporção, consolidando a vantagem numérica do candidato do PL na largada da nova fase da campanha. No primeiro turno, o senador contabilizou 56.104.503 votos válidos, superando os 53.879.538 sufrágios recebidos pelo atual presidente.

A pesquisa PoderData/Aya foi conduzida com recursos próprios e realizada por meio de ligações para telefones fixos e celulares entre os dias 5 e 7 de outubro.

O levantamento ouviu 3.000 eleitores distribuídos em 705 municípios das 27 unidades da Federação. Para garantir a fidelidade representativa da população brasileira em termos de sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, a execução exigiu dezenas de milhares de chamadas telefônicas até a consolidação da amostra final.

A margem de erro estimada é de 1,8 ponto percentual, para um intervalo de confiança de 95%. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08134/2026.

Poder360

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Caiado é cotado para comandar a Agricultura ou Segurança em governo de Flávio Bolsonaro

Nos bastidores da política nacional, empresários e interlocutores apontam o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como um dos nomes cotados para assumir um ministério em uma eventual gestão do senador Flávio Bolsonaro (PL) na Presidência da República.

Caiado disputou o Palácio do Planalto no primeiro pleito presidencial, encerrando a disputa na quinta colocação com 2.605.148 votos, o que representou 2,18% dos votos válidos.

De acordo com apuração de bastidores, o ex-presidenciável recebeu duas propostas para integrar uma futura administração federal: uma voltada para a pasta da Segurança Pública e outra para o Ministério da Agricultura.

Fontes do empresariado indicam que Caiado demonstrou maior afinidade e familiaridade com o setor agrícola. O ex-governador também é visto nos bastidores como o “padrinho político” do deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), que comanda a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Apesar das especulações e das conversas em curso, aliados e conselheiros recomendaram que Caiado evite qualquer resposta definitiva no momento. A orientação visa afastar qualquer interpretação de que o apoio a Flávio Bolsonaro estaria condicionado à ocupação futura de cargos na Esplanada dos Ministérios.

APÓS 1º TURNO: Moraes e Gilmar mandam quatro sinais ao bolsonarismo em 48 horas

Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomaram quatro decisões nas 48 horas seguintes ao primeiro turno das eleições que foram interpretadas como sinais ao bolsonarismo.

Moraes determinou a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, condenada a 14 anos por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo o ministro, ela cumpriu os requisitos legais para a mudança de regime, considerando atividades laborais e o tempo de leitura durante o cumprimento da pena.

O ministro também sinalizou que poderá autorizar Flávio Bolsonaro a visitar o pai, Jair Bolsonaro, na prisão domiciliar. Moraes havia rejeitado um pedido no início da campanha, mas encaminhou uma nova solicitação apresentada nesta segunda-feira para avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O terceiro movimento foi o arquivamento da investigação contra o senador Marcos do Val (Avante-ES), os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo. Moraes acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo o qual as provas não sustentavam uma denúncia. Os quatro haviam sido indiciados pela Polícia Federal por suspeita de obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime.

O quarto sinal partiu de Gilmar Mendes, que arquivou a investigação por suspeita de estupro contra Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio. A acusação havia sido feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-BA).

Segundo a CNN, apesar dos movimentos, o PL rejeita um acordo e pretende avançar com o impeachment de Moraes. A cúpula da legenda, porém, considera que o melhor caminho seria o próprio STF abrir uma investigação sobre a relação do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro e afastá-lo enquanto durasse a apuração.

Com informações da CNN Brasil

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Pau dos Ferros (RN): Marianna foi a grande “derrotada” das eleições

A vida política já não é apenas sombra e água fresca para a prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida. O resultado das eleições estaduais expôs dificuldades do grupo governista em transferir apoio para alguns de seus candidatos.

Na disputa pelo Governo do RN, Marianna apoiou Allyson Bezerra. Cadu Xavier alcançou 49,27% em Pau dos Ferros, enquanto Allyson ficou com cerca de 31%.

Para deputado estadual, outro resultado citado reforça essa leitura: Galeno Torquato, apoiado pelo grupo da prefeita, obteve 22,71%, enquanto Getúlio Rêgo chegou a 28,26%.

No Senado, porém, cabe uma correção importante: Samanda de Lula obteve 28,8% lado de Zenaide Maia que obteve 20.10%. conforme registros da campanha. Portanto, o desempenho de Samanda não pode ser apresentado como uma derrota de uma candidata adversária da prefeita.

Politicamente, os resultados podem alimentar o debate local sobre a capacidade de transferência de votos do grupo de Marianna. Já projetar, a partir dessa eleição, que ela terá necessariamente dificuldades para eleger seu sucessor em 2028 seria uma previsão; as urnas municipais ainda dependerão de candidaturas, alianças e do cenário político daquele momento.

Nunes Marques avalia julgar soltura de Bolsonaro após 2º turno das eleições

O ministro Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), sinalizou a interlocutores que avalia julgar a ação que pede a revisão criminal e a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a conclusão do segundo turno das eleições.

A defesa do ex-presidente apresentou no final de outubro um novo pedido de liminar pela liberdade de Bolsonaro e revisão criminal de sua condenação por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

Outro pedido similar havia sido feito em maio deste ano e está no gabinete de Nunes Marques aguardando uma decisão do magistrado.

Ministro do STF, Nunes Marques preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e evitou analisar a ação durante o processo eleitoral para que não houvesse acusação de interferência no resultado da eleição.

O ministro sinalizou a pessoas próximas não querer que o episódio seja explorado politicamente e, por isso, descartou a seus interlocutores tomar qualquer decisão neste período.

Nunes Marques, no entanto, indicou que pretende levar o caso a julgamento no plenário do STF uma vez concluída a ação e a eleição, independentemente do vencedor do pleito.

Antes de levar a plenário, não está descartada a possibilidade de o ministro atender ao pedido dos advogados do ex-presidente e conceder uma liminar pela soltura de Bolsonaro.

A eventual decisão seria remetida ao plenário na sequência para ser analisada e referendada pelos colegas.

A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN.

A revisão criminal, tipo de processo apresentado pela defesa de Bolsonaro, tem previsão regimental de ser julgada no plenário do tribunal, colegiado composto por todos os ministros.

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF com votos favoráveis dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen e Flávio Dino. Luiz Fux votou pela absolvição do ex-presidente.

André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Edson Fachin e Dias Toffoli não participaram do julgamento e deverão se posicionar quando o caso for levado ao plenário do tribunal.

Uma vez liberado para julgamento, o processo tem de ser incluído na pauta pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A despeito da intenção de Nunes Marques a definição de uma data caberá a Fachin.

CNN

VEXAME GOVERNISTA: Apenas 9 dos 22 ex-ministros de Lula conseguem se eleger no 1º turno

Das 22 apostas do Palácio do Planalto que deixaram o governo para concorrer nas eleições de 2026, apenas 9 conseguiram garantir a vitória logo no primeiro turno, o que representa menos da metade do antigo primeiro escalão que entrou na disputa eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia incentivado essas saídas com o objetivo de fortalecer candidaturas aliadas e ampliar a presença governista no Congresso.

O revés foi especialmente marcante nas disputas majoritárias para os governos estaduais, onde nenhum dos ex-ministros candidatos obteve sucesso. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT), ex-comandante da Fazenda e que teve Márcio França (PSB) como vice, foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já em Alagoas, Renan Filho (MDB), ex-ministro dos Transportes, ficou em segundo lugar com 47,37% dos votos, sendo superado por JHC (PSDB), que venceu com 52,20%.

Derrotas e Vitórias na Corrida ao Senado e à Câmara

Entre os oito ex-ministros que concorreram às vagas ao Senado em seus estados, apenas dois saíram vitoriosos: Rui Costa (PT) na Bahia e André Fufuca (PP) no Maranhão. Nomes de peso como Marina Silva e Simone Tebet (em São Paulo), Gleisi Hoffmann (no Paraná), Carlos Fávaro (em Mato Grosso), Celso Sabino (no Pará) e Paulo Pimenta (no Rio Grande do Sul) ficaram de fora.

Na Câmara dos Deputados o desempenho foi mais favorável na busca por cadeiras. Dos nove ex-ministros concorrentes, seis foram eleitos: Anielle Franco (PT-RJ), Jader Barbalho Filho (MDB-PA), Juscelino Filho (PSDB-MA), Nísia Trindade (PT-RJ), Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) e Sônia Guajajara (PSOL-SP). Derrotas notáveis na mesma categoria incluíram Daniela Carneiro, Márcio Macêdo e Paulo Teixeira.

Já nas Assembleias Legislativas Estaduais, Macaé Evaristo (PT) foi a única representante do grupo a disputar uma vaga estadual, elegendo-se para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ao todo, 30 ministros haviam deixado a gestão desde o início do terceiro mandato de Lula, mas apenas 22 efetivamente registraram candidaturas. Enquanto o saldo das urnas no primeiro turno foi desfavorável para boa parte dos antigos auxiliares, Geraldo Alckmin (PSB) segue na disputa nacional como candidato a vice na chapa presidencial. O pleito para o Palácio do Planalto será decidido em segundo turno no dia 25 de outubro, em uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Com informações do Diário do Poder

TABU ELEITORAL: Brasil nunca teve virada no 2° turno da disputa presidencial; confira o histórico

A disputa pela Presidência da República em 2026 será decidida no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno realizado no último domingo (4), Flávio Bolsonaro garantiu a liderança ao superar o petista por 2,2 milhões de votos a mais, alcançando mais de 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

A configuração da nova etapa do pleito traz à tona um dado histórico marcante da redemocratização: desde 1989, nenhum candidato que terminou a primeira etapa da votação em segundo lugar conseguiu reverter o resultado no segundo turno para vencer a eleição presidencial.

Em quase três décadas de eleições decididas em dois turnos — com exceção das vitórias de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ainda no primeiro turno em 1994 e 1998 —, a tradição política tem sido a manutenção da liderança inicial até o pleito final.

O Retrospecto Histórico dos Segundos Turnos no Brasil

1989 (Collor x Lula)

Fernando Collor (PRN) liderou com 30,5% contra 17,2% de Lula no primeiro turno, confirmando a vitória na etapa seguinte com 53,0% dos votos válidos.

2002 (Lula x Serra)

Lula chegou ao segundo turno com 46,4% frente aos 23,2% de José Serra (PSDB), ampliando a margem para 61,3% e conquistando seu primeiro mandato.

2006 (Lula x Alckmin)

Em sua reeleição, Lula obteve 48,6% no primeiro turno contra 41,6% de Geraldo Alckmin (PSDB), vencendo no segundo turno com 60,8%.

2010 (Dilma x Serra)

Dilma Rousseff (PT) estreou na disputa com 46,9% contra 32,6% de Serra, consolidando a vitória com 56,1% e tornando-se a primeira mulher presidente do país.

2014 (Dilma x Aécio)

Dilma buscou a reeleição após somar 41,6% no primeiro turno frente a 33,6% de Aécio Neves (PSDB), vencendo o segundo turno por uma diferença de 3,3 pontos percentuais.

2018 (Bolsonaro x Haddad)

Jair Bolsonaro (PL) liderou a primeira etapa com 46,0% contra 29,3% de Fernando Haddad (PT), vencendo o pleito final com 55,1%.

2022 (Lula x Bolsonaro)

Lula terminou o primeiro turno à frente do então presidente Jair Bolsonaro e confirmou o triunfo no segundo turno com 50,9% dos votos válidos contra 49,1%.

Com o cenário de 2026 estabelecido, a grande incógnita para o dia 25 de outubro é se Lula conseguirá quebrar o tabu histórico de 37 anos e realizar uma virada inédita desde a redemocratização, ou se Flávio Bolsonaro manterá a tendência de vitória daqueles que lideram a primeira fase.

Com informações do Infomoney

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Pesquisa BG/AFFARE – Senado Estimulada (1º e 2º Votos): Styvenson lidera com 24,6%%, seguido de Samanda com 16,5%, Hélio 16,1% e Zenaide 14,4%

Styvenson Valentim (Podemos) lidera o cenário estimulado para o Senado no consolidado do primeiro e do segundo votos, segundo pesquisa do Instituto Affare em parceria com o Blog do BG.

Styvenson aparece com 24,6%. Na sequência vêm Samanda de Lula (PT) com 16,5%, Coronel Hélio (PL) com 16,1%, Zenaide Maia (PSD) com 14,4% e Rafael Motta (PDT) com 10,3%.

Tércio Tinôco (União Brasil) registra 2,1%; Sandro Pimentel (PSOL) 1,8%, Gari Wendell Batista (AGIR) 1%, Sonia Godeiro (PSOL) e Luciana Mandu (PSTU), ambas com 0,7%, Professor Guilherme (UP) 0,5%, Clóvis Costa do Coletivo Nós (AGIR) 0,4% e Rosália Fernandes (PSTU) 0,3%.

Os indecisos somam 2,9%, enquanto branco e nulo representam 7,7%.

A pesquisa Affare foi aplicada por entrevistas telefônicas e ouviu 1.000 eleitores no RN de 16 anos ou mais, foi realizada de 26 a 28 de setembro de 2026. A margem de erro estimada é de 4,9 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-09852/2026 e RN-03226/2026.

Pesquisa BG/AFFARE – Governador Estimulada: Cadu, Allyson e Álvaro estão empatados tecnicamente

Pesquisa do Instituto Affare, em parceria com o Blog do BG, mostra Cadu de Lula (PT) na liderança com 32,9% no cenário estimulado. Ele é seguido por Allyson Bezerra (União Brasil) com 30,4% e Álvaro Dias (PL) com 28,8%. Considerando a margem de erro de 4,9 pontos percentuais, os três candidatos estão em empate técnico na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

Na sequência aparecem Professor Robério Paulino (PSOL), com 1,6%, Rodrigo de Bolsonaro (AGIR), com 1,2%, Dário Barbosa (PSTU) com 0,4%, Arinalda do MLB (UP) com 0,3%, Godeiro Linhares (DC) e Henrique Lyra (PCO) com 0,1%.

Votos em branco ou nulo somam 1,9%, enquanto 2,5% não sabem ou não responderam.

A pesquisa Affare foi aplicada por entrevistas telefônicas e ouviu 1.000 eleitores no RN de 16 anos ou mais, foi realizada de 26 a 28 de setembro de 2026. A margem de erro estimada é de 4,9 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-09852/2026 e RN-03226/2026.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Endividamento das famílias chega a 49,9% da renda anual, aponta Banco Central

O endividamento das famílias brasileiras chegou a 49,9% da renda anual em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Banco Central (BC). O índice subiu 0,2 ponto percentual no mês e 1,1 ponto em 12 meses.

O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas ficou em 28,7%, estável na comparação mensal, mas 1,4 ponto percentual acima do registrado um ano antes.

Em agosto, a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas alcançou 61,7% ao ano, alta de 1,4 ponto percentual no mês e de 2,9 pontos em 12 meses. O cartão de crédito rotativo e o parcelado estão entre as modalidades que mais pressionaram o indicador.

A inadimplência das famílias também avançou e chegou a 6%, alta de 0,2 ponto percentual em relação a julho e de 1,1 ponto em 12 meses.

Apesar do cenário de juros elevados, o saldo de crédito livre para pessoas físicas cresceu 0,8% em agosto e atingiu R$ 2,6 trilhões, alta de 10,5% em 12 meses.

PT prepara rompimento com Dr. Tadeu após episódio com Samanda de Lula

Conversas de bastidores, dirigentes e integrantes do partido já trabalham com a perspectiva de encerrar, depois das eleições, a relação política mantida com o prefeito.

O distanciamento começou a ficar evidente quando Dr. Tadeu decidiu apoiar Allyson Bezerra para o Governo, deixando de acompanhar o candidato do PT, Cadu Xavier. Na ocasião, Cadu chegou a criticar publicamente a decisão do prefeito.

Ainda restava uma ponte com o PT: o apoio de Tadeu a Samanda de Lula para o Senado. O prefeito participou de mobilizações e pediu votos para a petista, mas, já na reta final, retirou o apoio e anunciou Zenaide Maia como sua candidata. Tadeu justificou a mudança citando, entre outros pontos, os recursos destinados por Zenaide a Caicó.

Foi uma nova pancada política na relação com os petistas. Com a mudança, Dr. Tadeu passou a apoiar Allyson para governador, Styvenson Valentim e Zenaide Maia para o Senado — nenhum deles candidato do PT.

O que ainda não está confirmado publicamente é uma decisão formal do diretório municipal do PT de romper após a eleição. Essa informação circula nos bastidores e, por enquanto, deve ser tratada dessa maneira. Mas o cenário político é claro: as posições eleitorais de Dr. Tadeu e do PT de Caicó estão hoje em campos diferentes.

Passadas as urnas, portanto, a relação deverá entrar numa nova fase. Se o movimento discutido nos bastidores for confirmado, o episódio envolvendo Samanda de Lula terá sido a gota d’água de uma aliança que já vinha desgastada desde a escolha de Tadeu por Allyson em vez de Cadu Xavier.

O PT ocupa cargos na gestão do prefeito Dr Tadeu que deverão ser colocados a disposição.

Do Robson Pires

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

GUERRA NO STF: Flávio pede a Fux que anule decisão de Dino sobre Nossa Senhora Aparecida

A defesa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anule a decisão de Flávio Dino que suspendeu uma determinação de André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A informação é da coluna Radar, da Veja.

O pedido foi apresentado em um dos processos sobre as regras do Marco Civil da Internet, relatado por Fux. Os advogados também querem que, após uma eventual decisão do relator, o caso seja analisado pelo plenário do STF e que seja assegurada a competência da Justiça Eleitoral.

Na sexta-feira, Mendonça atendeu a um pedido da campanha de Flávio e determinou a exclusão de mais de mil publicações que associavam o candidato a uma possível retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

No domingo, Dino suspendeu a determinação após solicitação apresentada em um processo antigo no STF pela defesa do humorista Antonio Tabet, um dos atingidos pela decisão.

A defesa de Flávio argumenta que a decisão de Dino desrespeitou o entendimento estabelecido pelo plenário do STF no julgamento do Marco Civil da Internet realizado no ano passado, que alterou as regras de responsabilização por publicações nas redes sociais.

415 bets ilegais surgem no Brasil após proibição, mostra monitoramento

Um monitoramento da plataforma Bet Legal identificou 415 novos sites não autorizados de apostas online no Brasil depois da publicação da medida provisória que proibiu as bets e jogos como o “Tigrinho”. O número de páginas consideradas irregulares passou de 295, até o anúncio da proibição na sexta-feira (25), para 710 até a noite deste domingo (27), uma alta de 141%.

O maior aumento ocorreu no sábado (26), quando foram identificados 294 novos sites. Segundo a plataforma, o levantamento é feito em parceria com a Iron Security e cruza dados oficiais com análises técnicas dos domínios. A Secretaria de Prêmios e Apostas também informou ter encaminhado 57.691 endereços à Anatel para bloqueio entre janeiro e 22 de setembro.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias afirma que o crescimento mostra que a proibição pode ampliar o mercado clandestino, enquanto o Ministério da Fazenda diz que já bloqueou mais de 78 mil domínios não autorizados. Pela MP, as novas apostas foram proibidas em 25 de setembro, o acesso às plataformas deve ser encerrado em 6 de outubro e os valores dos usuários deverão ser devolvidos pelo sistema bancário.

Poder 360

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O medo chegou: Avanço de Flávio nas pesquisas faz Lula reavaliar estratégia e considerar participação no debate da Globo

O avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas levou o presidente Lula (PT) a reavaliar a estratégia de ficar fora dos debates no primeiro turno. Segundo a Folha de S.Paulo, o presidente avalia participar do debate da Globo na próxima quinta-feira (1º), embora a decisão ainda não tenha sido tomada.

Aliados de Lula defendem a participação como forma de antecipar um possível confronto de segundo turno e defender o governo diante de uma audiência elevada. O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, e o presidente do PT, Edinho Silva, estão entre os que defendem a presença do presidente.

Dentro da campanha, porém, há preocupação de que Lula se torne o principal alvo dos demais candidatos. Também não há garantia de que Flávio participe mesmo com a presença do petista. O senador tem condicionado sua ida à participação de Lula, mas aliados avaliam que ele ainda pode desistir.

A mudança de estratégia ocorre com a redução da distância entre os dois nas pesquisas. No último Datafolha, Lula aparece com 39% e Flávio com 36%, em empate técnico. É a menor diferença entre os dois desde a primeira quinzena de maio.

IP SENSUS: Allyson tem 29%, Álvaro Dias 26,1% e Cadu de Lula 22,9% na disputa pelo Governo do RN

Pesquisa IP Sensus divulgada sobre a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte mostra Allyson Bezerra (União Brasil) com 29% das intenções de voto no cenário estimulado. Álvaro Dias (PL) aparece com 26,1% e Cadu de Lula (PT), com 22,9%.

Os eleitores que não sabem ou não responderam somam 9,2%, enquanto 8,2% afirmaram que votariam em branco ou nulo. Os demais candidatos incluídos no levantamento registraram menos de 2% cada.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 18 e 22 de setembro. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-07423/2026.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Flávio responsabiliza Lula por endividamento da população com bets: “Deixou correr frouxo. A dívida sua com o Tigrinho é culpa do Lula”

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) responsabilizou o presidente Lula (PT) pelo endividamento de brasileiros com apostas online e cassinos virtuais. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (23), durante uma transmissão ao vivo com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e candidatos ao Senado.

Ao criticar a política do governo para o setor, Flávio afirmou que “o problema é o cassino online, que esse governo liberou. No governo Bolsonaro, fomos contra. Votei contra a liberação dos jogos no Congresso. A bancada do PT inteira votou a favor. Regulamentou. Lula fica fingindo de besta. O Lula fez dois males: o Lulinha e o Tigrinho. Dois filhos dele. E é o Tigrinho que está deixando todo mundo endividado. Lula não combate e não fiscaliza. Deixou correr frouxo. A dívida sua com o Tigrinho é culpa do Lula”, declarou.

As apostas esportivas de quota fixa foram legalizadas em 2018, durante o governo Michel Temer, mas a regulamentação só foi concluída em 2023, já no governo Lula. A Lei nº 14.790 incluiu os jogos online no mercado regulado e atribuiu ao Ministério da Fazenda a fiscalização do setor.

Em setembro de 2026, o governo federal avalia uma medida provisória para proibir os cassinos online, diante dos impactos sobre a arrecadação e do risco de questionamentos judiciais por empresas autorizadas a operar no país.

VERA MAGALHÃES: Lula sai da negação e já admite risco de derrota na reta final

O presidente Lula mudou a postura diante do cenário eleitoral e passou a considerar o risco de derrota, segundo análise da jornalista Vera Magalhães, em sua coluna no O Globo. A avaliação é de que o clima de “já ganhou” que predominava no Planalto e no PT no fim de 2025 deu lugar à preocupação com a perda de popularidade e o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

Vera aponta como sinal dessa mudança o discurso de Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU. Ao encerrar a fala, o presidente associou uma eventual derrota eleitoral ao avanço do autoritarismo sobre a democracia. A colunista também cita o reajuste do Bolsa Família, anunciado às vésperas da eleição, como parte da nova estratégia.

Outro movimento será a reunião de Lula, na sexta-feira, com cerca de 300 empresários ligados ao grupo Esfera. O encontro deve ter a participação de Fernando Haddad, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, além de Bruno Moretti e Miriam Belchior. Lula pretende defender os resultados econômicos de seu governo e tentar reconstruir pontes com o setor produtivo.

Segundo a coluna, parte dos empresários espera compromissos mais concretos para um eventual novo mandato. Entre as possibilidades discutidas nos bastidores está até a antecipação do nome de quem comandaria o Ministério da Fazenda. Luiz Carlos Trabuco Cappi, ex-presidente do Bradesco, é citado por empresários como uma possibilidade capaz de reduzir resistências.

A avaliação apresentada por Vera é que Lula já percebeu que precisa ampliar seus movimentos para além do eleitorado que tradicionalmente o apoia. A questão, a poucas semanas da votação, é se haverá tempo e disposição para fazer gestos capazes de atrair setores hoje resistentes a um quarto mandato.