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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Pau dos Ferros (RN): Marianna foi a grande “derrotada” das eleições

A vida política já não é apenas sombra e água fresca para a prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida. O resultado das eleições estaduais expôs dificuldades do grupo governista em transferir apoio para alguns de seus candidatos.

Na disputa pelo Governo do RN, Marianna apoiou Allyson Bezerra. Cadu Xavier alcançou 49,27% em Pau dos Ferros, enquanto Allyson ficou com cerca de 31%.

Para deputado estadual, outro resultado citado reforça essa leitura: Galeno Torquato, apoiado pelo grupo da prefeita, obteve 22,71%, enquanto Getúlio Rêgo chegou a 28,26%.

No Senado, porém, cabe uma correção importante: Samanda de Lula obteve 28,8% lado de Zenaide Maia que obteve 20.10%. conforme registros da campanha. Portanto, o desempenho de Samanda não pode ser apresentado como uma derrota de uma candidata adversária da prefeita.

Politicamente, os resultados podem alimentar o debate local sobre a capacidade de transferência de votos do grupo de Marianna. Já projetar, a partir dessa eleição, que ela terá necessariamente dificuldades para eleger seu sucessor em 2028 seria uma previsão; as urnas municipais ainda dependerão de candidaturas, alianças e do cenário político daquele momento.

Nunes Marques avalia julgar soltura de Bolsonaro após 2º turno das eleições

O ministro Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), sinalizou a interlocutores que avalia julgar a ação que pede a revisão criminal e a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a conclusão do segundo turno das eleições.

A defesa do ex-presidente apresentou no final de outubro um novo pedido de liminar pela liberdade de Bolsonaro e revisão criminal de sua condenação por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

Outro pedido similar havia sido feito em maio deste ano e está no gabinete de Nunes Marques aguardando uma decisão do magistrado.

Ministro do STF, Nunes Marques preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e evitou analisar a ação durante o processo eleitoral para que não houvesse acusação de interferência no resultado da eleição.

O ministro sinalizou a pessoas próximas não querer que o episódio seja explorado politicamente e, por isso, descartou a seus interlocutores tomar qualquer decisão neste período.

Nunes Marques, no entanto, indicou que pretende levar o caso a julgamento no plenário do STF uma vez concluída a ação e a eleição, independentemente do vencedor do pleito.

Antes de levar a plenário, não está descartada a possibilidade de o ministro atender ao pedido dos advogados do ex-presidente e conceder uma liminar pela soltura de Bolsonaro.

A eventual decisão seria remetida ao plenário na sequência para ser analisada e referendada pelos colegas.

A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN.

A revisão criminal, tipo de processo apresentado pela defesa de Bolsonaro, tem previsão regimental de ser julgada no plenário do tribunal, colegiado composto por todos os ministros.

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF com votos favoráveis dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen e Flávio Dino. Luiz Fux votou pela absolvição do ex-presidente.

André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Edson Fachin e Dias Toffoli não participaram do julgamento e deverão se posicionar quando o caso for levado ao plenário do tribunal.

Uma vez liberado para julgamento, o processo tem de ser incluído na pauta pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A despeito da intenção de Nunes Marques a definição de uma data caberá a Fachin.

CNN

VEXAME GOVERNISTA: Apenas 9 dos 22 ex-ministros de Lula conseguem se eleger no 1º turno

Das 22 apostas do Palácio do Planalto que deixaram o governo para concorrer nas eleições de 2026, apenas 9 conseguiram garantir a vitória logo no primeiro turno, o que representa menos da metade do antigo primeiro escalão que entrou na disputa eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia incentivado essas saídas com o objetivo de fortalecer candidaturas aliadas e ampliar a presença governista no Congresso.

O revés foi especialmente marcante nas disputas majoritárias para os governos estaduais, onde nenhum dos ex-ministros candidatos obteve sucesso. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT), ex-comandante da Fazenda e que teve Márcio França (PSB) como vice, foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já em Alagoas, Renan Filho (MDB), ex-ministro dos Transportes, ficou em segundo lugar com 47,37% dos votos, sendo superado por JHC (PSDB), que venceu com 52,20%.

Derrotas e Vitórias na Corrida ao Senado e à Câmara

Entre os oito ex-ministros que concorreram às vagas ao Senado em seus estados, apenas dois saíram vitoriosos: Rui Costa (PT) na Bahia e André Fufuca (PP) no Maranhão. Nomes de peso como Marina Silva e Simone Tebet (em São Paulo), Gleisi Hoffmann (no Paraná), Carlos Fávaro (em Mato Grosso), Celso Sabino (no Pará) e Paulo Pimenta (no Rio Grande do Sul) ficaram de fora.

Na Câmara dos Deputados o desempenho foi mais favorável na busca por cadeiras. Dos nove ex-ministros concorrentes, seis foram eleitos: Anielle Franco (PT-RJ), Jader Barbalho Filho (MDB-PA), Juscelino Filho (PSDB-MA), Nísia Trindade (PT-RJ), Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) e Sônia Guajajara (PSOL-SP). Derrotas notáveis na mesma categoria incluíram Daniela Carneiro, Márcio Macêdo e Paulo Teixeira.

Já nas Assembleias Legislativas Estaduais, Macaé Evaristo (PT) foi a única representante do grupo a disputar uma vaga estadual, elegendo-se para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ao todo, 30 ministros haviam deixado a gestão desde o início do terceiro mandato de Lula, mas apenas 22 efetivamente registraram candidaturas. Enquanto o saldo das urnas no primeiro turno foi desfavorável para boa parte dos antigos auxiliares, Geraldo Alckmin (PSB) segue na disputa nacional como candidato a vice na chapa presidencial. O pleito para o Palácio do Planalto será decidido em segundo turno no dia 25 de outubro, em uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Com informações do Diário do Poder

TABU ELEITORAL: Brasil nunca teve virada no 2° turno da disputa presidencial; confira o histórico

A disputa pela Presidência da República em 2026 será decidida no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno realizado no último domingo (4), Flávio Bolsonaro garantiu a liderança ao superar o petista por 2,2 milhões de votos a mais, alcançando mais de 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

A configuração da nova etapa do pleito traz à tona um dado histórico marcante da redemocratização: desde 1989, nenhum candidato que terminou a primeira etapa da votação em segundo lugar conseguiu reverter o resultado no segundo turno para vencer a eleição presidencial.

Em quase três décadas de eleições decididas em dois turnos — com exceção das vitórias de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ainda no primeiro turno em 1994 e 1998 —, a tradição política tem sido a manutenção da liderança inicial até o pleito final.

O Retrospecto Histórico dos Segundos Turnos no Brasil

1989 (Collor x Lula)

Fernando Collor (PRN) liderou com 30,5% contra 17,2% de Lula no primeiro turno, confirmando a vitória na etapa seguinte com 53,0% dos votos válidos.

2002 (Lula x Serra)

Lula chegou ao segundo turno com 46,4% frente aos 23,2% de José Serra (PSDB), ampliando a margem para 61,3% e conquistando seu primeiro mandato.

2006 (Lula x Alckmin)

Em sua reeleição, Lula obteve 48,6% no primeiro turno contra 41,6% de Geraldo Alckmin (PSDB), vencendo no segundo turno com 60,8%.

2010 (Dilma x Serra)

Dilma Rousseff (PT) estreou na disputa com 46,9% contra 32,6% de Serra, consolidando a vitória com 56,1% e tornando-se a primeira mulher presidente do país.

2014 (Dilma x Aécio)

Dilma buscou a reeleição após somar 41,6% no primeiro turno frente a 33,6% de Aécio Neves (PSDB), vencendo o segundo turno por uma diferença de 3,3 pontos percentuais.

2018 (Bolsonaro x Haddad)

Jair Bolsonaro (PL) liderou a primeira etapa com 46,0% contra 29,3% de Fernando Haddad (PT), vencendo o pleito final com 55,1%.

2022 (Lula x Bolsonaro)

Lula terminou o primeiro turno à frente do então presidente Jair Bolsonaro e confirmou o triunfo no segundo turno com 50,9% dos votos válidos contra 49,1%.

Com o cenário de 2026 estabelecido, a grande incógnita para o dia 25 de outubro é se Lula conseguirá quebrar o tabu histórico de 37 anos e realizar uma virada inédita desde a redemocratização, ou se Flávio Bolsonaro manterá a tendência de vitória daqueles que lideram a primeira fase.

Com informações do Infomoney

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Pesquisa BG/AFFARE – Senado Estimulada (1º e 2º Votos): Styvenson lidera com 24,6%%, seguido de Samanda com 16,5%, Hélio 16,1% e Zenaide 14,4%

Styvenson Valentim (Podemos) lidera o cenário estimulado para o Senado no consolidado do primeiro e do segundo votos, segundo pesquisa do Instituto Affare em parceria com o Blog do BG.

Styvenson aparece com 24,6%. Na sequência vêm Samanda de Lula (PT) com 16,5%, Coronel Hélio (PL) com 16,1%, Zenaide Maia (PSD) com 14,4% e Rafael Motta (PDT) com 10,3%.

Tércio Tinôco (União Brasil) registra 2,1%; Sandro Pimentel (PSOL) 1,8%, Gari Wendell Batista (AGIR) 1%, Sonia Godeiro (PSOL) e Luciana Mandu (PSTU), ambas com 0,7%, Professor Guilherme (UP) 0,5%, Clóvis Costa do Coletivo Nós (AGIR) 0,4% e Rosália Fernandes (PSTU) 0,3%.

Os indecisos somam 2,9%, enquanto branco e nulo representam 7,7%.

A pesquisa Affare foi aplicada por entrevistas telefônicas e ouviu 1.000 eleitores no RN de 16 anos ou mais, foi realizada de 26 a 28 de setembro de 2026. A margem de erro estimada é de 4,9 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-09852/2026 e RN-03226/2026.

Pesquisa BG/AFFARE – Governador Estimulada: Cadu, Allyson e Álvaro estão empatados tecnicamente

Pesquisa do Instituto Affare, em parceria com o Blog do BG, mostra Cadu de Lula (PT) na liderança com 32,9% no cenário estimulado. Ele é seguido por Allyson Bezerra (União Brasil) com 30,4% e Álvaro Dias (PL) com 28,8%. Considerando a margem de erro de 4,9 pontos percentuais, os três candidatos estão em empate técnico na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

Na sequência aparecem Professor Robério Paulino (PSOL), com 1,6%, Rodrigo de Bolsonaro (AGIR), com 1,2%, Dário Barbosa (PSTU) com 0,4%, Arinalda do MLB (UP) com 0,3%, Godeiro Linhares (DC) e Henrique Lyra (PCO) com 0,1%.

Votos em branco ou nulo somam 1,9%, enquanto 2,5% não sabem ou não responderam.

A pesquisa Affare foi aplicada por entrevistas telefônicas e ouviu 1.000 eleitores no RN de 16 anos ou mais, foi realizada de 26 a 28 de setembro de 2026. A margem de erro estimada é de 4,9 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-09852/2026 e RN-03226/2026.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Endividamento das famílias chega a 49,9% da renda anual, aponta Banco Central

O endividamento das famílias brasileiras chegou a 49,9% da renda anual em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Banco Central (BC). O índice subiu 0,2 ponto percentual no mês e 1,1 ponto em 12 meses.

O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas ficou em 28,7%, estável na comparação mensal, mas 1,4 ponto percentual acima do registrado um ano antes.

Em agosto, a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas alcançou 61,7% ao ano, alta de 1,4 ponto percentual no mês e de 2,9 pontos em 12 meses. O cartão de crédito rotativo e o parcelado estão entre as modalidades que mais pressionaram o indicador.

A inadimplência das famílias também avançou e chegou a 6%, alta de 0,2 ponto percentual em relação a julho e de 1,1 ponto em 12 meses.

Apesar do cenário de juros elevados, o saldo de crédito livre para pessoas físicas cresceu 0,8% em agosto e atingiu R$ 2,6 trilhões, alta de 10,5% em 12 meses.

PT prepara rompimento com Dr. Tadeu após episódio com Samanda de Lula

Conversas de bastidores, dirigentes e integrantes do partido já trabalham com a perspectiva de encerrar, depois das eleições, a relação política mantida com o prefeito.

O distanciamento começou a ficar evidente quando Dr. Tadeu decidiu apoiar Allyson Bezerra para o Governo, deixando de acompanhar o candidato do PT, Cadu Xavier. Na ocasião, Cadu chegou a criticar publicamente a decisão do prefeito.

Ainda restava uma ponte com o PT: o apoio de Tadeu a Samanda de Lula para o Senado. O prefeito participou de mobilizações e pediu votos para a petista, mas, já na reta final, retirou o apoio e anunciou Zenaide Maia como sua candidata. Tadeu justificou a mudança citando, entre outros pontos, os recursos destinados por Zenaide a Caicó.

Foi uma nova pancada política na relação com os petistas. Com a mudança, Dr. Tadeu passou a apoiar Allyson para governador, Styvenson Valentim e Zenaide Maia para o Senado — nenhum deles candidato do PT.

O que ainda não está confirmado publicamente é uma decisão formal do diretório municipal do PT de romper após a eleição. Essa informação circula nos bastidores e, por enquanto, deve ser tratada dessa maneira. Mas o cenário político é claro: as posições eleitorais de Dr. Tadeu e do PT de Caicó estão hoje em campos diferentes.

Passadas as urnas, portanto, a relação deverá entrar numa nova fase. Se o movimento discutido nos bastidores for confirmado, o episódio envolvendo Samanda de Lula terá sido a gota d’água de uma aliança que já vinha desgastada desde a escolha de Tadeu por Allyson em vez de Cadu Xavier.

O PT ocupa cargos na gestão do prefeito Dr Tadeu que deverão ser colocados a disposição.

Do Robson Pires

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

GUERRA NO STF: Flávio pede a Fux que anule decisão de Dino sobre Nossa Senhora Aparecida

A defesa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anule a decisão de Flávio Dino que suspendeu uma determinação de André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A informação é da coluna Radar, da Veja.

O pedido foi apresentado em um dos processos sobre as regras do Marco Civil da Internet, relatado por Fux. Os advogados também querem que, após uma eventual decisão do relator, o caso seja analisado pelo plenário do STF e que seja assegurada a competência da Justiça Eleitoral.

Na sexta-feira, Mendonça atendeu a um pedido da campanha de Flávio e determinou a exclusão de mais de mil publicações que associavam o candidato a uma possível retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

No domingo, Dino suspendeu a determinação após solicitação apresentada em um processo antigo no STF pela defesa do humorista Antonio Tabet, um dos atingidos pela decisão.

A defesa de Flávio argumenta que a decisão de Dino desrespeitou o entendimento estabelecido pelo plenário do STF no julgamento do Marco Civil da Internet realizado no ano passado, que alterou as regras de responsabilização por publicações nas redes sociais.

415 bets ilegais surgem no Brasil após proibição, mostra monitoramento

Um monitoramento da plataforma Bet Legal identificou 415 novos sites não autorizados de apostas online no Brasil depois da publicação da medida provisória que proibiu as bets e jogos como o “Tigrinho”. O número de páginas consideradas irregulares passou de 295, até o anúncio da proibição na sexta-feira (25), para 710 até a noite deste domingo (27), uma alta de 141%.

O maior aumento ocorreu no sábado (26), quando foram identificados 294 novos sites. Segundo a plataforma, o levantamento é feito em parceria com a Iron Security e cruza dados oficiais com análises técnicas dos domínios. A Secretaria de Prêmios e Apostas também informou ter encaminhado 57.691 endereços à Anatel para bloqueio entre janeiro e 22 de setembro.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias afirma que o crescimento mostra que a proibição pode ampliar o mercado clandestino, enquanto o Ministério da Fazenda diz que já bloqueou mais de 78 mil domínios não autorizados. Pela MP, as novas apostas foram proibidas em 25 de setembro, o acesso às plataformas deve ser encerrado em 6 de outubro e os valores dos usuários deverão ser devolvidos pelo sistema bancário.

Poder 360

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O medo chegou: Avanço de Flávio nas pesquisas faz Lula reavaliar estratégia e considerar participação no debate da Globo

O avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas levou o presidente Lula (PT) a reavaliar a estratégia de ficar fora dos debates no primeiro turno. Segundo a Folha de S.Paulo, o presidente avalia participar do debate da Globo na próxima quinta-feira (1º), embora a decisão ainda não tenha sido tomada.

Aliados de Lula defendem a participação como forma de antecipar um possível confronto de segundo turno e defender o governo diante de uma audiência elevada. O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, e o presidente do PT, Edinho Silva, estão entre os que defendem a presença do presidente.

Dentro da campanha, porém, há preocupação de que Lula se torne o principal alvo dos demais candidatos. Também não há garantia de que Flávio participe mesmo com a presença do petista. O senador tem condicionado sua ida à participação de Lula, mas aliados avaliam que ele ainda pode desistir.

A mudança de estratégia ocorre com a redução da distância entre os dois nas pesquisas. No último Datafolha, Lula aparece com 39% e Flávio com 36%, em empate técnico. É a menor diferença entre os dois desde a primeira quinzena de maio.

IP SENSUS: Allyson tem 29%, Álvaro Dias 26,1% e Cadu de Lula 22,9% na disputa pelo Governo do RN

Pesquisa IP Sensus divulgada sobre a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte mostra Allyson Bezerra (União Brasil) com 29% das intenções de voto no cenário estimulado. Álvaro Dias (PL) aparece com 26,1% e Cadu de Lula (PT), com 22,9%.

Os eleitores que não sabem ou não responderam somam 9,2%, enquanto 8,2% afirmaram que votariam em branco ou nulo. Os demais candidatos incluídos no levantamento registraram menos de 2% cada.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 18 e 22 de setembro. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-07423/2026.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Flávio responsabiliza Lula por endividamento da população com bets: “Deixou correr frouxo. A dívida sua com o Tigrinho é culpa do Lula”

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) responsabilizou o presidente Lula (PT) pelo endividamento de brasileiros com apostas online e cassinos virtuais. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (23), durante uma transmissão ao vivo com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e candidatos ao Senado.

Ao criticar a política do governo para o setor, Flávio afirmou que “o problema é o cassino online, que esse governo liberou. No governo Bolsonaro, fomos contra. Votei contra a liberação dos jogos no Congresso. A bancada do PT inteira votou a favor. Regulamentou. Lula fica fingindo de besta. O Lula fez dois males: o Lulinha e o Tigrinho. Dois filhos dele. E é o Tigrinho que está deixando todo mundo endividado. Lula não combate e não fiscaliza. Deixou correr frouxo. A dívida sua com o Tigrinho é culpa do Lula”, declarou.

As apostas esportivas de quota fixa foram legalizadas em 2018, durante o governo Michel Temer, mas a regulamentação só foi concluída em 2023, já no governo Lula. A Lei nº 14.790 incluiu os jogos online no mercado regulado e atribuiu ao Ministério da Fazenda a fiscalização do setor.

Em setembro de 2026, o governo federal avalia uma medida provisória para proibir os cassinos online, diante dos impactos sobre a arrecadação e do risco de questionamentos judiciais por empresas autorizadas a operar no país.

VERA MAGALHÃES: Lula sai da negação e já admite risco de derrota na reta final

O presidente Lula mudou a postura diante do cenário eleitoral e passou a considerar o risco de derrota, segundo análise da jornalista Vera Magalhães, em sua coluna no O Globo. A avaliação é de que o clima de “já ganhou” que predominava no Planalto e no PT no fim de 2025 deu lugar à preocupação com a perda de popularidade e o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

Vera aponta como sinal dessa mudança o discurso de Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU. Ao encerrar a fala, o presidente associou uma eventual derrota eleitoral ao avanço do autoritarismo sobre a democracia. A colunista também cita o reajuste do Bolsa Família, anunciado às vésperas da eleição, como parte da nova estratégia.

Outro movimento será a reunião de Lula, na sexta-feira, com cerca de 300 empresários ligados ao grupo Esfera. O encontro deve ter a participação de Fernando Haddad, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, além de Bruno Moretti e Miriam Belchior. Lula pretende defender os resultados econômicos de seu governo e tentar reconstruir pontes com o setor produtivo.

Segundo a coluna, parte dos empresários espera compromissos mais concretos para um eventual novo mandato. Entre as possibilidades discutidas nos bastidores está até a antecipação do nome de quem comandaria o Ministério da Fazenda. Luiz Carlos Trabuco Cappi, ex-presidente do Bradesco, é citado por empresários como uma possibilidade capaz de reduzir resistências.

A avaliação apresentada por Vera é que Lula já percebeu que precisa ampliar seus movimentos para além do eleitorado que tradicionalmente o apoia. A questão, a poucas semanas da votação, é se haverá tempo e disposição para fazer gestos capazes de atrair setores hoje resistentes a um quarto mandato.

Zanin nega liminar para obrigar Senado a abrir CPI sobre ministros e caso Master

O ministro Cristiano Zanin, do STF, negou pedido de liminar do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar a presidência do Senado a abrir uma CPI sobre possíveis relações de ministros da Corte com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Zanin entendeu que não há, neste momento, elementos suficientes para justificar uma intervenção urgente do Supremo. O ministro também apontou que o requerimento seria um desdobramento de um pedido anterior de CPI relacionado ao Banco Master, e não um fato novo e independente.

Apesar de negar a liminar, Zanin manteve o processo em andamento e determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), preste informações. Depois, poderão se manifestar a AGU e a PGR antes de o caso seguir para julgamento do colegiado.

A CPI pedida por Vieira pretende investigar possíveis relações pessoais, financeiras ou funcionais de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com Vorcaro e se esses vínculos tiveram influência na atuação dos ministros no STF. Segundo o senador, o requerimento recebeu 41 assinaturas e está parado há quase seis meses no Senado.

Com informações da CNN Brasil

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Pesquisa via certa/Pitágoras – Governador Estimulada: Allyson lidera com 36,6%, seguido de Álvaro com 27,8% e Cadu com 23,5%

O Via Certa Natal divulgou nesta terça-feira (22) pesquisa realizada pelo Instituto Pitágoras sobre as eleições no Rio Grande do Norte.

No cenário estimulado para governador, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o candidato Allyson Bezerra (União Brasil) lidera com 36,6% das intenções de voto.

Álvaro Dias (PL) aparece com 27,8%, seguido por Cadu de Lula (PT), com 23,5%. Professor Robério Paulino (PSOL) tem 0,7%, Rodrigo de Bolsonaro (AGIR) pontua 0,2% e Arinalda do MLB (UP), Carlos Jararaca (DC) e Dário Barbosa (PSTU) registram 0,1% cada.

Branco, nulo ou nenhum somam 6,6%, enquanto 4,4% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu presencialmente 1.200 eleitores do Rio Grande do Norte entre os dias 16 e 18 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Via Certa Natal Comunicação Digital Ltda. e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-04022/2026 e BR-07950/2026.

Grupo de Moraes mira Nunes Marques em disputa pelo comando do STF e do TSE

O grupo do ministro Alexandre de Moraes no STF concentra pressão sobre Kassio Nunes Marques em uma disputa que envolve o comando do Tribunal Superior Eleitoral e a futura sucessão no Supremo. Segundo a coluna de Malu Gaspar, no O Globo, o objetivo neste momento não seria abrir uma investigação contra Nunes Marques, mas enfraquecer sua posição no TSE e evitar mudanças na linha sucessória da Corte.

Pelo rodízio de antiguidade, Moraes deve assumir a presidência do STF em setembro de 2027, tendo Nunes Marques como vice. Nos bastidores, aliados de Moraes consideram o cenário especialmente relevante diante da possibilidade de mudança na composição do Senado após as eleições e de eventual avanço de pedidos de impeachment contra ministros.

A pressão aumentou depois que Nunes Marques passou a ser citado em revelações relacionadas ao Banco Master. Mensagens atribuídas a executivos do banco mencionam pagamentos envolvendo pessoas próximas ao ministro e um contrato de advocacia que poderia chegar a R$ 427 milhões em honorários. Nunes Marques também se declarou impedido e não participou da sessão do STF do último dia 15 sobre a possibilidade de investigação da relação entre Moraes e Daniel Vorcaro.

A disputa também chegou ao TSE. Segundo a coluna, aliados de Moraes pretendem usar as suspeitas envolvendo Nunes Marques para questionar sua atuação à frente da Justiça Eleitoral e sustentar eventuais intervenções do STF em decisões do tribunal. Gilmar Mendes entrou no embate no sábado (19), quando cobrou publicamente imparcialidade da Justiça Eleitoral e afirmou que o Supremo continuará exercendo sua função de supervisão.

A movimentação contra Nunes Marques, porém, antecede o caso Master. Em 2023, aliados de Moraes já discutiam nos bastidores uma forma de impedir que ele assumisse uma vaga de ministro titular no TSE. A articulação não avançou, e Nunes Marques posteriormente assumiu a Corte Eleitoral.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Bispos rebatem Lula após declaração do presidente sobre regras da Igreja Católica

Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as regras da Igreja Católica provocou reação de bispos. Durante encontro com integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a instituição enfrenta dificuldades por manter o celibato e não permitir mulheres como padres e bispos.

“Enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, bispas, a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldades. Essa é uma vantagem que a Igreja Evangélica tem. As mulheres são tratadas em igualdade de condições”, afirmou.

O bispo de Piracicaba, dom Devair Araújo da Fonseca, criticou a declaração e disse que políticos deveriam se concentrar nos problemas do país. “Nós estamos vendo políticos que tentam dizer até o que a igreja precisa fazer. Tentam falar até do celibato dos padres, quando deviam estar cuidando do país. Estão cuidando muito mal”, afirmou.

Durante uma celebração no sábado (19), dom Devair também pediu aos fiéis “consciência na hora de apertar os botões na urna” e que não escolhessem “aqueles que querem acabar com a nossa liberdade”.

Já o bispo de Formosa, dom Adair José Guimarães, afirmou que a declaração não o surpreende. “Geralmente os líderes, quando eles são apedeutas, querem se meter em tudo”, disse.

Dom Adair ainda declarou concordar com uma fala atribuída ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Sales, que teria classificado Lula como “caótico, apostático e romântico”, em vez de um católico apostólico romano.

A Frente Parlamentar Católica da Câmara dos Deputados também divulgou uma nota de repúdio à declaração. O documento foi publicado na sexta-feira (18) e assinado pelo presidente da frente, deputado Luiz Gastão (PSD-CE).

Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, na sexta-feira (18) e publicada nesta segunda-feira (21).

O processo administrativo disciplinar contra Eduardo havia sido concluído pela PF em julho, com indicação pela demissão. A decisão definitiva, no entanto, dependia do ministro da Justiça.

Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010, após ser aprovado em concurso para escrivão. Depois de perder o mandato de deputado federal, em novembro de 2025, ele deveria ter retornado ao cargo no Rio de Janeiro, o que não ocorreu.

O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Na época da mudança, afirmou que buscava refúgio por considerar que sofria perseguição política no Brasil. A decisão administrativa também determinou a entrega da carteira funcional e da arma da Polícia Federal.

Com informações do Metrópoles

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Gilmar acusa Fux de combinar voto com Mendonça para afastar diretor da PF

O ministro Gilmar Mendes acusou Luiz Fux de ter combinado voto com André Mendonça na sessão da Segunda Turma que analisou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A acusação consta de ofício enviado por Gilmar a Fux, presidente do colegiado.

Segundo Gilmar, a sessão virtual extraordinária teria sido marcada após entendimento direto entre Fux e Mendonça, sem comunicação prévia a parte dos integrantes da Turma. O decano também questionou a rapidez dos votos apresentados após o início do julgamento.

A sessão foi aberta às 10h do dia 8 de setembro. Gilmar pediu vista logo no início, mas Fux e Kassio Nunes Marques registraram, minutos depois, votos acompanhando Mendonça e formando maioria pelo afastamento de Andrei Rodrigues. A antecipação de votos mesmo após pedido de vista é permitida nas sessões virtuais do STF.

No ofício, Gilmar afirmou que os horários registrados no sistema do Supremo indicariam um “prévio ajuste” entre Fux e Mendonça que não teria sido comunicado aos demais ministros. Ele disse ainda que a questão envolve o respeito aos ritos e às tradições do tribunal.

No dia seguinte ao julgamento, Flávio Dino derrubou a decisão e determinou a volta de Andrei Rodrigues ao comando da PF.

Com informações do Metrópoles