Internamente no Partido dos Trabalhadores, cresceu a recomendação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reavalie a influência de seu assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, que tem ganhado destaque nas posições do Brasil em diferentes crises globais. Para aliados mais moderados, os conselhos de Amorim estariam empurrando o país para o “lado errado” de disputas geopolíticas, como no conflito entre Estados Unidos e Irã.
Amorim, que já foi
ministro das Relações Exteriores, tem aparecido em entrevistas defendendo
posições duras — como a declaração de que a morte de líderes em conflito é
“condenável e inaceitável” e chamando o Brasil a se “preparar para o pior”
diante da escalada no Oriente Médio. Para críticos dentro do PT, trechos desse
tipo de fala não refletem necessariamente os interesses nacionais, mas sim uma
visão ideológica que pode afastar o Brasil de aliados tradicionais e gerar
atritos desnecessários.
O assessor tem insistido
em alertas sobre o impacto do conflito no mundo e na necessidade de cautela do
país, inclusive citando possíveis desdobramentos regionais, o que, para
moderados, poderia complicar ainda mais a agenda diplomática brasileira já em tensão.
O desconforto de parte da
sigla também vem do histórico de posturas de Amorim em outras crises
internacionais — como questões relacionadas à guerra na Ucrânia e à posição do
Brasil em organismos multilaterais — que, segundo alguns analistas, teriam
exposto o país a críticas externas.
Diante disso, petistas
moderados defendem que Lula reforce sua equipe com vozes que priorizem
equilíbrio e pragmatismo diplomático, alinhando a política externa mais
diretamente aos interesses estratégicos e econômicos do Brasil, em vez de
reflexões percebidas como radicalizadas ou filológicas às disputas ideológicas
globais.
Com informações do Diário
do Poder




























