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terça-feira, 14 de abril de 2026

O objetivo de Cadu é claro: deixar Alysson de fora do segundo turno

O candidato ao Governo do Estado pelo PT, Cadu Xavier, elevou o tom da campanha ao fazer referência indireta ao seu adversário Allyson Bezerra, ex-prefeito de Mossoró, ao citar episódios ligados a investigações recentes da Polícia Federal.

A declaração foi interpretada nos bastidores como um recado claro de que a estratégia da campanha petista passa por explorar temas sensíveis envolvendo o adversário. Com isso, Cadu sinaliza que pretende concentrar fogo em Allyson, que hoje disputa posição direta com ele nas pesquisas.

Analistas políticos avaliam que o movimento não é aleatório. Com Álvaro Dias aparecendo na liderança, Cadu Xavier busca consolidar sua posição no segundo lugar e garantir vaga no segundo turno. Para isso, o objetivo é claro: ultrapassar Allyson e deixá-lo fora da fase decisiva da eleição.

Do Robson Pires

Relatório final da CPI pede impeachment de Moraes, Toffoli, Gilmar e Gonet

O relatório final da CPI do Crime Organizado, no Senado, pede o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O documento, elaborado pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), será apresentado e votado nesta terça-feira (14), último dia de funcionamento da comissão.

Pedidos inéditos e acusações

Segundo o relatório, os ministros e o chefe da PGR teriam cometido crimes de responsabilidade no contexto do caso Banco Master.

O texto aponta, entre as condutas:

Atuação em processos mesmo sob suspeição

Decisões consideradas incompatíveis com o decoro da função

Suposta omissão institucional por parte da PGR

O documento também menciona situações específicas, como a participação de Toffoli em processos envolvendo empresa ligada ao caso e decisões atribuídas a Gilmar Mendes que teriam impactado investigações.

Encaminhamento depende do Senado

Mesmo que aprovado, o relatório não tem efeito automático. O encaminhamento dos pedidos de impeachment depende de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A CPI sugere que a documentação seja enviada à Mesa do Senado para eventual abertura de processo, conforme a legislação.

Além dos pedidos de impeachment, o relatório propõe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decretação de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

A justificativa é a necessidade de retomada do controle territorial em áreas dominadas por facções e milícias.

Encerramento da CPI

Instalada há quatro meses, a CPI chega ao fim sem prorrogação. A decisão de encerrar os trabalhos partiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre sob argumento de evitar impactos durante o período eleitoral.

O relator Alessandro Vieira criticou a medida e afirmou que cerca de 90 depoimentos previstos não foram realizados, incluindo autoridades e especialistas.

98FM

FUTURA/APEX: Flávio venceria Lula no 2º turno por 48% a 42,6%

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, de acordo com pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14).

No levantamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula acumula 42,6%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08282/2026.

CNN

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Prefeita do União Brasil rompe com Alysson e declara apoio a Álvaro

A prefeita de João Dias, Maria de Fátima Mesquita da Silva, conhecida como “Fatinha de Marcelo”, anunciou seu apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte, ao lado de Babá Pereira. A decisão da gestora, tomada em um movimento estratégico que repercutiu no cenário político estadual, ganha destaque porque ela é filiada ao União Brasil, o mesmo partido do pré-candidato Alysson Bezerra.

Este rompimento público com a linha partidária expõe as crescentes fissuras internas na legenda, indicando um cenário de desunião que pode alterar significativamente o cenário eleitoral no Alto Oeste e outras regiões.

EUA anunciam bloqueio total no Estreito de Ormuz e tensão global dispara

O Comando Central dos Estados Unidos anunciou que irá impor um bloqueio completo ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira (13). A medida foi autorizada pelo presidente Donald Trump após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Segundo o comunicado, a Marinha dos Estados Unidos poderá interceptar qualquer embarcação que transite pela região, independentemente da nacionalidade, incluindo navios que operem em portos ligados ao Irã. A decisão eleva drasticamente a tensão em uma das áreas mais estratégicas do comércio global.

A resposta iraniana veio em tom de ameaça. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que qualquer aproximação militar será tratada como violação grave, indicando possível reação armada. O impasse amplia o risco de confronto direto na região.

O Estreito de Ormuz é considerado vital para a economia mundial, sendo responsável pela passagem de cerca de 20% a 25% de todo o petróleo consumido no planeta. A rota conecta produtores do Golfo Pérsico a mercados internacionais, com forte impacto sobre países asiáticos.

Com o bloqueio, cresce a preocupação com disparada nos preços do petróleo e efeitos em cadeia na economia global, enquanto o cenário geopolítico entra em um dos momentos mais delicados dos últimos anos.

domingo, 12 de abril de 2026

rejeição e vê avaliação positiva cair

A nova pesquisa do Datafolha mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva segue com alta rejeição. Segundo o levantamento, 40% dos brasileiros classificam a gestão como “ruim” ou “péssima”, enquanto a avaliação positiva recuou de 32% para 29% em relação ao último mês.

O índice de avaliação “regular” cresceu e também chegou a 29%, indicando uma migração de parte dos entrevistados para uma posição intermediária. Já os que não souberam ou não responderam somam 2%.

Quando o foco é o desempenho pessoal do presidente, o cenário também aponta desgaste. A reprovação subiu de 49% para 51%, enquanto a aprovação caiu de 47% para 45%, seguindo a mesma tendência observada na avaliação geral do governo.

O levantamento ainda indica dificuldade de crescimento político às vésperas do ciclo eleitoral. Em simulações de segundo turno, Lula aparece em empate técnico com nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, segundo dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral.

Petistas tentam minimizar Flávio numericamente à frente em pesquisa Datafolha e culpam INSS e Master pelo desgaste de Lula

Líderes do Partido dos Trabalhadores reagiram à pesquisa do Datafolha que mostra Flávio Bolsonaro com 46% e Luiz Inácio Lula da Silva com 45% em um eventual 2º turno — empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos. Nos cenários contra Romeu Zema e Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45% contra 42%.

O presidente do PT, Edinho Silva, atribuiu o resultado ao momento político e ao impacto de denúncias, afirmando que a pesquisa é um “retrato do momento”. Segundo ele, investigações em curso, como casos ligados ao INSS e ao Banco Master, acabam afetando quem está no poder.

Dentro do partido, a avaliação é que episódios recentes, incluindo suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, podem desgastar o governo e influenciar o cenário eleitoral. Ainda assim, há expectativa de mudança com o início da campanha e melhora na comunicação.

O deputado Lindbergh Farias também minimizou os números, mas reconheceu a disputa acirrada e defendeu o confronto direto com Flávio Bolsonaro como estratégia.

Já o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que o partido vai intensificar a comparação entre o atual governo e a gestão de Jair Bolsonaro, além de corrigir falhas na comunicação.

Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, todos esses cenários configuram empates. A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades de 7 a 9 de abril. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-03770/2026.

PESQUISA DATAFOLHA: Lula mantém 40% de rejeição e vê avaliação positiva cair

A nova pesquisa do Datafolha mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva segue com alta rejeição. Segundo o levantamento, 40% dos brasileiros classificam a gestão como “ruim” ou “péssima”, enquanto a avaliação positiva recuou de 32% para 29% em relação ao último mês.

O índice de avaliação “regular” cresceu e também chegou a 29%, indicando uma migração de parte dos entrevistados para uma posição intermediária. Já os que não souberam ou não responderam somam 2%.

Quando o foco é o desempenho pessoal do presidente, o cenário também aponta desgaste. A reprovação subiu de 49% para 51%, enquanto a aprovação caiu de 47% para 45%, seguindo a mesma tendência observada na avaliação geral do governo.

O levantamento ainda indica dificuldade de crescimento político às vésperas do ciclo eleitoral. Em simulações de segundo turno, Lula aparece em empate técnico com nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, segundo dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Alysson é oportunista e adota postura de ficar em cima do muro

A posição de Allyson Bezerra é vista por adversários e analistas como puro oportunismo ao evitar declarar apoio a qualquer candidato à Presidência da República. Em meio a um cenário cada vez mais polarizado, o ex-prefeito prefere adotar um discurso institucional, afirmando que irá dialogar com quem for eleito, sem assumir lado.

A estratégia, no entanto, pode não ser bem recebida por um eleitorado que tem se mostrado cada vez mais definido entre campos opostos, como os apoiadores de Lula e os ligados ao bolsonarismo. Ao tentar agradar a todos, Alysson corre o risco de não se firmar com nenhum segmento de forma consistente, alimentando a percepção de indefinição em um momento em que posicionamento claro tem sido cada vez mais cobrado.

Do Robson Pires

Setor de bares e restaurantes no RN amarga início de ano difícil: 33% operam no prejuízo

O setor de alimentação fora do lar no Rio Grande do Norte enfrenta forte pressão financeira em 2026. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no RN (Abrasel no RN), 33% dos estabelecimentos registraram prejuízo em fevereiro, um sinal preocupante para o segmento.

O desempenho fraco acompanha um início de ano já desafiador. Em janeiro, levantamento anterior da entidade mostrava que um em cada quatro bares e restaurantes (25%) já havia operado no prejuízo, enquanto 45% dos empresários relataram queda na receita em comparação com dezembro de 2025.

Para o presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado, os números evidenciam um contexto difícil, embora haja espaço para cauteloso otimismo. “Não é um bom início de ano para o setor. Os primeiros meses historicamente apresentam movimento mais fraco, o que se soma às pressões de custo e à mudança no comportamento do consumidor. Ainda assim, há expectativa de alguma recuperação ao longo do ano”, afirma ele.

Um dos fatores que têm comprimido as contas dos empresários é a inflação sobre insumos e custos operacionais. Grande parte dos estabelecimentos enfrenta dificuldades para repassar integralmente esses aumentos ao consumidor, seja pelo receio de perder clientela em um mercado competitivo, seja pelas limitações no poder de compra do público.

Segundo a pesquisa, 48% dos negócios conseguiram reajustar preços apenas em linha com a inflação ou abaixo dela nos últimos 12 meses, enquanto 47% não realizaram qualquer reajuste. Esse cenário reduz as margens de lucro e contribui para a persistência dos prejuízos.

Agora RN

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Depoimento de Galípolo à CPI do Crime Organizado sobre caso Master irrita o Planalto

Integrantes do governo manifestaram nos bastidores irritação com o fato de o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não ter apontado responsabilidade de seu antecessor, Roberto Campos Neto, no escândalo do Banco Master, durante depoimento à CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira.

A ida de Galípolo à comissão foi debatida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com auxiliares. A avaliação na conversa foi que valeria Galípolo atender ao convite da CPI para depor se fosse para falar de Campos Neto.

O Planalto e o PT têm propagado que o escândalo Master é resultado da falta de ação do chefe da autoridade monetária indicado para o cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mas ao ser perguntado nesta quarta-feira sobre a responsabilidade do antecessor, Galípolo respondeu:

“Não há nenhum processo de auditoria ou sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos Neto.”

Em outro momento, o presidente da CPI, o petista Fabiano Contarato (ES), insistiu se Galípolo tinha algum conhecimento de que Campos Neto tenha atuado para evitar a liquidação ou intervenção no Master ao longo de 2024.

“A sindicância que foi feita não encontrou nada nesse sentido”, respondeu.

Também nesta quarta-feira, em entrevista ao ICL Notícias, Lula voltou a culpar o antecessor de Galípolo pelo escândalo do Banco Master.

“Sabe, qual a serpente que colocou o ovo? O senhor Roberto Campos.”

Infomoney

A batata do “menino chapéu de couro” está assando

Mesmo sem efeito prático imediato sobre a candidatura do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, o acúmulo de auditorias técnicas recomendando a reprovação de suas contas, além de pareceres no mesmo sentido por parte do Ministério Público de Contas, acaba gerando desgaste político. Ter um histórico de questionamentos na gestão é um fator negativo que pode pesar no debate eleitoral.

E nos bastidores, o clima não é dos mais tranquilos. Em meio a comentários que circulam nos corredores da Polícia Federal, um cochicho chamou atenção: “Rapaz, a batata do menino do chapéu de couro está assando em fogo brando. Deve ficar pronta antes da Copa do Mundo terminar”. Será?

Do Robson Pires

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Moraes libera ação do PT no STF que pode restringir delações premiadas em meio à crise do Master

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento uma ação do Partido dos Trabalhadores (PT) que pode impor restrições ao uso de delações premiadas.

O caso, que estava parado desde 2025, será analisado pelo plenário, ainda sem data definida. A ação pede que o STF estabeleça limites para o uso das colaborações, como impedir que uma delação, sozinha, sirva de base para medidas judiciais ou condenações.

O movimento ocorre em meio às negociações do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para firmar acordo de colaboração com investigadores.

Na ação, o PT argumenta que o atual modelo permite interpretações que podem violar garantias fundamentais e defende regras mais claras sobre os benefícios concedidos a delatores.

O julgamento pode impactar a forma como delações são utilizadas em investigações e processos penais no país.

PESQUISA VERITÁ/ESPONTÂNEA: Álvaro Dias lidera para o Governo do RN

Levantamento do Instituto Veritá também avaliou a lembrança espontânea de voto para o Governo do Rio Grande do Norte.

Nesse cenário, Álvaro Dias aparece na liderança com 40,9% dos votos válidos. Em seguida, Allyson Bezerra registra 27,9%, enquanto Cadu Xavier soma 24,5%.

Os demais nomes aparecem com percentuais mais baixos: Rogério Marinho tem 2,8%, Styvenson Valentim 1,8%, Fátima Bezerra 1,3%, Vilma 0,6% e Natália Bonavides 0,2%.

DADOS DA PESQUISA

Registro: TRE: RN-02256/2026 / TSE: BR-00362/2026

Período: 29/03 a 04/04/2026

Margem de erro: 3,0 pontos percentuais

Abrangência: Rio Grande do Norte

Amostra: 1220 eleitores

Realização: INSTITUTO VERITA LTD

terça-feira, 7 de abril de 2026

“Nem que a vaca tussa”: Rogério fecha chapa e descarta Flávio Rocha no Senado

“Nem que a vaca tussa”, o empresário Flávio Rocha não será candidato ao Senado pelo campo da direita no Rio Grande do Norte, apesar das especulações que ainda circulam.

Nos bastidores, a leitura é de que a chapa já está completamente definida — e sem margem para alterações. A sinalização veio do senador Rogério Marinho, que controla o PL no estado e não demonstra qualquer disposição para mudanças.

A composição, segundo essa articulação, está fechada com Álvaro Dias como candidato ao Governo, Styvenson Valentim para uma das vagas ao Senado e Coronel Hélio para a outra.

A mensagem é direta: Rogério já definiu o desenho da chapa e não pretende abrir espaço para novos nomes, independentemente da pressão de aliados ou de movimentações externas.

Pacote de Lula para combustíveis enfrenta resistência e pode ter efeito limitado

Anunciadas como resposta à escalada dos preços internacionais, as medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter o custo dos combustíveis ainda enfrentam obstáculos que podem comprometer seus resultados no curto prazo. O plano inclui subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, além de incentivos fiscais para setores como aviação e biocombustíveis.

Entre os principais entraves está a adesão dos estados, já que parte da conta será dividida com os governos regionais. Apesar de a maioria já ter sinalizado apoio, divergências políticas e limitações fiscais ainda travam um alinhamento completo, o que pode reduzir o impacto direto no preço final ao consumidor.

Outro fator que pesa contra a eficácia do pacote é a dependência externa. Mesmo após mudanças na política da Petrobras, o Brasil ainda importa uma parcela relevante do diesel, ficando exposto à variação do petróleo e do câmbio em meio à tensão internacional.

Além disso, especialistas apontam que a estrutura de formação de preços continua sendo um gargalo. A carga tributária elevada e a falta de transparência na cadeia de distribuição dificultam a queda efetiva nas bombas, mesmo com subsídios bilionários anunciados pelo governo.

A pressão global também limita o alcance das medidas. Com o barril de petróleo em alta por causa do conflito no Oriente Médio, há risco de que parte do efeito positivo seja neutralizado. Diante desse cenário, o sucesso do pacote dependerá não só das decisões internas, mas também da evolução da crise internacional e da adesão do setor privado.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Flávio avança e Nordeste já não é território garantido para Lula, diz jornal afiliado d’O Globo

Segundo o Jornal Gazeta do Povo, afiliado ao Grupo Globo, até em Alagoas aparece pesquisa em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está à frente de Lula (PT). Digo até em Alagoas, porque a força de Lula é no Nordeste.

Para a eleição deste ano, a estratégia de Flávio conta com Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição para governador de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Além disso, ele também deve fazer um acordo com Romeu Zema (Novo) – existe a vontade de tê-lo como vice. Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e a parceria poderia compensar a preferência a Lula no Nordeste.

Mas parece que Flávio está investindo muito no Nordeste. Não acreditava que houvesse a transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o filho, mas, pelo jeito, está havendo mesmo, até com uma certa vantagem para Flávio, considerando a última eleição, que teve uma pequena diferença para Lula.

A candidatura de Flávio está crescendo. Aí vem o desespero de Lula. Ele quer fazer bondades.

Bondade com quê? Com o dinheiro dos pagadores de impostos, que vão pagar toda a conta. Ele não vai tirar nada do bolso dele, obviamente, para pagar conta de gás, de luz e do corte na “taxa nas blusinhas”.

A “taxa das blusinhas” rendeu R$ 425 milhões em janeiro, subiu muito em relação a janeiro do ano passado, quando recolheu R$ 341 milhões.

Ou seja, está arrecadando cada vez mais tributo. No total do ano passado, só “taxa das blusinhas”, referente a compras no exterior acima de US$ 50, foram R$ 5 bilhões de impostos para sustentar o Estado brasileiro.

Impostos federais para sustentar o governo federal, inchado, gordo, lento e, sobretudo, incompetente. Delfim Netto me dizia que divide-se a arrecadação em três partes: uma parte da corrupção, outra da má aplicação e, finalmente, sobra uma última parte para finalidade real. É incrível.

Família de Moraes comprou R$ 23,4 milhões em imóveis nos últimos cinco anos e triplicou patrimônio

Levantamento com base em registros de cartório aponta que o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, ampliaram de forma significativa o patrimônio imobiliário nos últimos anos.

Atualmente, o casal possui 17 imóveis avaliados em cerca de R$ 31,5 milhões. Desde 2017, quando Moraes assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, o crescimento patrimonial chega a 266%, considerando que, à época, os bens somavam R$ 8,6 milhões distribuídos em 12 propriedades.

A maior parte da expansão ocorreu nos últimos cinco anos, período em que foram investidos R$ 23,4 milhões na aquisição de imóveis em cidades como Brasília e São Paulo, com pagamentos realizados à vista, segundo os documentos.

Os dados também indicam que, ao longo de quase três décadas, o casal realizou compras que totalizam R$ 34,8 milhões em 27 imóveis, embora parte deles tenha sido vendida posteriormente. Isso explica a diferença em relação ao patrimônio atual.

Boa parte das aquisições recentes foi feita por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa utilizada para administração dos bens da família. A sociedade é formada por Viviane e os filhos do casal, enquanto Moraes não aparece formalmente como sócio, embora o regime de comunhão parcial de bens inclua o patrimônio no conjunto familiar.

Entre os negócios mais relevantes estão a compra de uma mansão no Lago Sul, em Brasília, por R$ 12 milhões, e imóveis de alto padrão em São Paulo e Campos do Jordão. As transações incluem pagamentos elevados feitos por transferência bancária e PIX.

Além da evolução patrimonial, também houve crescimento na atuação profissional do escritório Barci de Moraes Advogados, comandado por Viviane. O volume de processos em tribunais superiores aumentou nos últimos anos, assim como contratos firmados com instituições financeiras.

Com informações do Estadão

sábado, 4 de abril de 2026

Dupla explosiva: Alysson e Abraão

Nos bastidores da política potiguar, a possível aliança entre Alysson Bezerra e Abraão Lincoln já é definida como uma dupla explosiva.

A informação que circula é de que, se eleito governador, Alysson pretende criar a Secretaria da Pesca para entregar ao aliado. O movimento gera repercussão diante do histórico de Abraão, que já se envolveu em investigações de grande visibilidade nacional.

Ao mesmo tempo, Alysson também enfrenta desgaste por ser citado em apuração da Polícia Federal no âmbito da Operação Merandi, o que reforça o discurso de adversários e aumenta a temperatura do debate político no estado.

Do Robson Pires

Bolsonaro mantém rotina com fisioterapia, visitas e futebol na TV durante prisão domiciliar

A primeira semana de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi marcada por uma rotina focada na recuperação de saúde, com sessões diárias de fisioterapia, acompanhamento médico e alimentação controlada dentro de casa.

De acordo com interlocutores, Bolsonaro apresenta evolução estável. Médicos têm visitado a residência com frequência para monitorar o quadro clínico, enquanto o ex-presidente permanece a maior parte do tempo em repouso, utilizando uma cama reclinável e seguindo orientações para evitar esforços.

No dia a dia, ele tem passado longos períodos assistindo televisão, principalmente transmissões esportivas, como jogos de futebol. A rotina inclui ainda fisioterapia respiratória e restrições alimentares, com proibição de itens como café, refrigerantes e alimentos ácidos.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro assumiu papel central na organização da casa e nos cuidados diretos. Já as visitas seguem limitadas por decisão judicial, o que aumentou a dependência de familiares próximos para intermediação de contatos.

A expectativa é de que os filhos visitem o ex-presidente durante o feriado de Páscoa, em encontros autorizados e com tempo restrito. A divisão das visitas reflete as regras impostas pela Justiça durante o período de prisão domiciliar.