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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Governo Lula vê gastos da máquina pública dispararem e atingirem maior nível em 9 anos

Os gastos administrativos para manter a máquina pública federal em funcionamento chegaram a R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor dos últimos nove anos, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional corrigidos pela inflação. As despesas voltaram a ultrapassar a marca dos R$ 70 bilhões no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após ficarem em patamar menor durante as gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Entre os custos que mais pressionam o orçamento estão contas básicas e operacionais, como energia elétrica, água, tecnologia da informação, limpeza, vigilância, combustíveis, aluguel de imóveis e veículos, além de passagens e serviços bancários. O avanço dessas despesas tem reduzido o espaço disponível para investimentos e programas públicos, já que fazem parte dos chamados gastos livres do governo dentro das regras do arcabouço fiscal.

Como as despesas obrigatórias — como salários, aposentadorias e benefícios — crescem acima do limite anual permitido, o governo acaba comprimindo ainda mais a margem para investimentos em áreas como infraestrutura, universidades federais, bolsas científicas, fiscalização ambiental e programas sociais. Para 2026, o Ministério do Planejamento estima cerca de R$ 129,2 bilhões disponíveis para gastos discricionários, dos quais grande parte já é consumida pelo custeio da máquina.

Especialistas apontam que o cenário fiscal deve dificultar novas iniciativas em pleno ano eleitoral. Para o economista Jeferson Bittencourt, a combinação de despesas obrigatórias em alta e calendário político tende a limitar ações do governo. Já Marcus Pestana, da Instituição Fiscal Independente, avalia que o modelo atual cria uma margem “medíocre” para investimentos, indicando um horizonte fiscal desafiador para o país.

Com informações do G1

BC esconde dados de reuniões entre Moraes e Galípolo e gera nova crise sobre transparência

O Banco Central se recusou a divulgar informações sobre encontros entre o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, alegando riscos à segurança da sociedade e do Estado. O órgão afirmou ainda que não registra discussões ocorridas em reuniões com “altas autoridades da República”, mesmo após pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI).

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A decisão contrasta com declarações públicas do próprio Galípolo, que em dezembro afirmou ter documentado todas as ações, reuniões e comunicações relacionadas ao caso Banco Master — instituição cujo negócio com o BRB foi barrado pelo BC. Reportagem revelou que Moraes teria procurado o dirigente ao menos quatro vezes durante o período em que a operação estava sob análise do regulador.

Os pedidos de acesso incluíam listas de encontros presenciais, ligações e contatos virtuais entre março e dezembro de 2025, além de eventuais registros em atas ou documentos oficiais. Todos foram negados. O BC também citou a Lei Magnitsky, usada pelo governo Donald Trump contra o ministro, como justificativa para manter sigilo sobre as agendas.

Para especialistas em transparência, a ausência de registros é preocupante e prejudica o controle público sobre decisões sensíveis. Fontes relataram que Moraes teria defendido a aprovação do negócio envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto o ministro nega qualquer pressão sobre o Banco Central.

Com informações do Blog da Malu Gaspar, do O Globo

Álvaro Dias avalia Babá Pereira como nome forte para a vice

Já foram dados os primeiros passos na construção da pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado, mas a definição do nome que irá compor a chapa como vice ainda ficará para um momento posterior. O ex-prefeito de Natal faz questão de deixar claro que não há pressa nessa escolha.

Questionado sobre o nome de Babá Pereira, com quem cumpriu agenda no último fim de semana, Álvaro não descartou a possibilidade e avaliou de forma positiva. Para ele, Babá é um bom nome e reúne atributos políticos relevantes para o projeto em construção.

Álvaro destacou ainda o peso político do aliado, lembrando que Babá Pereira é presidente da Femurn e possui boa relação com prefeitos de todo o estado, o que amplia o diálogo municipalista da chapa.

Apesar disso, o pré-candidato reforça que o processo está apenas começando e que ainda há tempo para conversar, ouvir o grupo e amadurecer a decisão sobre a composição final da chapa majoritária.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Allyson deve lançar pré-candidatura ao governo em evento neste sábado

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), deve lançar a pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Norte em um evento de seu grupo político neste sábado (7). As apurações são da jornalista Anna Ruth Dantas, da 98 FM Natal.

De acordo com a apuração da jornalista, o encontro reforçará a união do grupo (formado pelas legendas União Brasil, PP, MDB, Solidariedade e PSD) em torno do nome de Bezerra ao pleito de outubro. No sábado (1º), os partidos estiveram reunidos em um encontro que marcou as articulações políticas em preparação para as eleições.

As reuniões, ainda conforme apurado por Anna Ruth, também representam uma demonstração de solidez política após a repercussão da Operação Mederi (na qual Allyson foi um dos alvos), deflagrada pela Polícia Federal no território potiguar com o objetivo de desmontar um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde.

As ações da PF também aceleraram o lançamento, que ocorreria após o Carnaval.

A operação

As investigações indicam a existência de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, firmados com empresas sediadas no Rio Grande do Norte. Essas empresas, segundo a PF, prestavam serviços a administrações municipais de vários estados brasileiros.

A apuração teve início a partir de auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU). Relatórios do órgão apontam falhas graves na execução dos contratos, incluindo pagamentos por materiais que não teriam sido entregues, fornecimento inadequado de insumos e prática de sobrepreço.

Portal 98 FM

Impostos sobre consumo ganham espaço na arrecadação apesar do discurso de Lula de taxar os mais ricos

Apesar do discurso do governo Lula de ampliar a tributação sobre os mais ricos, os impostos incidentes sobre renda e patrimônio perderam participação na arrecadação federal nos primeiros anos da atual gestão. Dados da Receita Federal mostram que esses tributos representavam 42% do total arrecadado em 2022, último ano do governo anterior, e caíram para 40% em 2025, dentro de um montante de R$ 2,8 trilhões.

No mesmo período, quem ganhou peso foram os impostos sobre consumo, que afetam de forma mais direta a população de baixa renda. A participação dos tributos sobre bens e serviços subiu de 24,8% para 26,8% do total arrecadado, enquanto as cobranças sobre movimentações financeiras também avançaram, ainda que de forma mais tímida. Já os tributos sobre a folha de salários perderam espaço, encerrando 2025 com 28,4% do bolo.

Especialistas apontam que o movimento tem relação com fatores técnicos e conjunturais, como o fim de desonerações concedidas em 2022, mudanças após decisões do STF e a maior eficiência da máquina arrecadatória, especialmente na cobrança de PIS e Cofins. Além disso, a perda de dinamismo nos lucros de setores como o petrolífero reduziu a arrecadação de impostos sobre o lucro das empresas, que são mais voláteis.

Apesar disso, em valores nominais, todos os grupos de tributos cresceram acima da inflação, reflexo da estratégia do governo de priorizar o aumento de receitas em vez do corte de despesas. A expectativa do Planalto é que, a longo prazo, a reforma tributária do consumo e medidas como o imposto mínimo sobre altas rendas aumentem a progressividade do sistema, embora, por ora, o peso maior da arrecadação continue recaindo sobre o consumo.

Com informações do O Globo

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Carlos Bolsonaro é recebido na residência de Rogério Marinho e cita “confiança” do ex-presidente no senador

O senador Rogério Marinho (PL/RN) recebeu, em sua residência no Rio Grande do Norte, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). O encontro teve como foco a troca de ideias e avaliações sobre o cenário político nacional e os próximos passos do campo conservador no país.

Em publicação nas redes sociais, Carlos Bolsonaro afirmou que foi convidado para ouvir, receber e compartilhar visões sobre a conjuntura política. Segundo ele, a conversa reforçou a convicção de que seguirá atuando de forma integrada ao trabalho político conduzido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O encontro ocorre após Rogério Marinho desistir da candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte, decisão que abriu caminho para que ele passe a contribuir diretamente na coordenação política e digital da campanha de Flávio Bolsonaro. Carlos foi responsável pela estratégia digital da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, considerada decisiva para a vitória eleitoral naquele pleito.

Ainda de acordo com aliados, a aproximação entre Carlos Bolsonaro e Rogério Marinho busca unir a experiência do senador potiguar na articulação política com a atuação de Carlos no ambiente digital, fortalecendo estratégias e alinhamentos para os próximos desafios eleitorais.

Rogério Marinho é uma das principais lideranças do PL no Nordeste e já exerceu o cargo de ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo Jair Bolsonaro, mantendo forte influência no cenário político do Rio Grande do Norte e no debate nacional.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Operação Mederi ameaça favoritismo de Allyson e antecipa profecia política de Álvaro Dias

O envolvimento do prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), como suposto “comedor” de propina e um dos principais alvos da Operação Mederi, da Polícia Federal, pode fazer com que a profecia do ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao governo do RN, Álvaro Dias (Republicanos), se torne realidade muito mais cedo do que o próprio Álvaro imagina.

Em recente declaração à imprensa, Álvaro disse que Allyson Bezerra não chega ao segundo turno, o que na sua opinião deve ocorrer  entre sua candidatura e um nome indicado pelo PT.

Embora o nome de Allyson até então apareça como o favorito na disputa para o governo estadual, se for confirmado que ele é, de fato, um “ladrão” de verba pública, o prefeito mossoroense pode se despedir do sonho governamental – o que tornará a profecia de Álvaro Dias realidade antes mesmo do tempo.

Detalhe: quem teria dito que Allyson seria “ladrão”, foi o empresário Oseas Monthalggan, sócio da distribuidora de medicamentos DISMED, em conversas interceptadas pela investigação.

Do Robson Pires

Motta prioriza governo Lula e esfria pautas da oposição na Câmara

Em pleno ano eleitoral, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem dado sinais claros de prioridade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto temas caros à oposição ficam em segundo plano. Nos primeiros movimentos de 2026, o comando da Casa tem buscado evitar embates e manter uma agenda alinhada às pautas do Executivo.

Na primeira reunião de líderes do ano, realizada na quarta-feira (28), ficou acordado que a Câmara não deve iniciar os trabalhos com propostas polêmicas. A expectativa é de um ritmo mais lento até o Carnaval, período em que o Congresso tradicionalmente esvazia. Ainda assim, Motta afirmou que pretende votar já na próxima semana a Medida Provisória do Gás do Povo e o projeto que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, ambos de interesse do governo.

O presidente da Câmara também se reuniu com o ministro da Justiça, Wellington César, e sinalizou apoio à votação da PEC da Segurança Pública após o Carnaval, uma das principais prioridades do Planalto e que tramita no Congresso desde 2024. Além disso, Motta tem acompanhado Lula em eventos oficiais, como a sanção da segunda lei que regulamenta a reforma tributária, reforçando a aproximação institucional com o Executivo.

Em contraste, o deputado tem evitado se posicionar sobre assuntos ligados à oposição. Motta não comentou, por exemplo, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o presídio da Papuda, nem a decisão de Bolsonaro de não apoiar uma eventual candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e filiado ao Republicanos. O silêncio reforça a leitura, nos bastidores, de que a presidência da Câmara aposta em uma relação mais estável com o Planalto neste início de ano legislativo.

Com informações do Metrópoles

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O tiro saiu pela culatra: Cobrança seletiva da vereadora Jessica Queiroga expõe dívida deixada pela administração de sua avó

Em Olho D’Água do Borges, a política voltou a provar uma velha máxima: "quem tem telhado de vidro não deve atirar pedra no do vizinho". Ao tentar criar um fato político contra a atual administração, a vereadora Jéssica Leite Queiroga Sales (PP), acabou protagonizando um verdadeiro autogol, expondo uma dívida deixada pela gestão de sua avó, a ex-prefeita Maria Helena Leite de Queiroga — e, ainda mais grave, sua própria e conveniente omissão como fiscal do povo.

No exercício legítimo — porém seletivo — de vereadora, Jéssica encaminhou um ofício à Secretaria Municipal de Educação cobrando explicações sobre um suposto atraso no pagamento do Programa de Auxílio Financeiro Estudantil (PAFE). A resposta, no entanto, foi tudo, menos o que a vereadora esperava. Veio técnica, documentada e devastadora do ponto de vista político.

Em ofício claro e contundente, (veja abaixo), a Secretaria esclareceu que o único pagamento pendente sob responsabilidade da atual gestão dizia respeito ao mês de dezembro de 2025, atraso justificado por procedimentos normais de encerramento do exercício financeiro, necessários para garantir a lisura das contas públicas. O pagamento, inclusive, já tinha data marcada: 30 de janeiro. Caso encerrado? Longe disso.

Foi exatamente aí que o tiro saiu pela culatra.

Para responder “de forma fidedigna” ao questionamento da vereadora, a Secretaria realizou uma auditoria interna e trouxe à tona um verdadeiro esqueleto no armário: um calote sistemático contra estudantes deixado pela gestão anterior — justamente a da ex-prefeita Maria Helena Leite de Queiroga, sua avó.

Os fatos revelados no documento oficial são graves e constrangedores:

Em 2023, os meses de agosto e outubro sequer foram processados. Não houve pagamento. O mês de setembro, embora processado, foi deixado sem lastro financeiro, configurando um aparente descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em 2024, o abandono foi ainda mais explícito. Os meses de outubro, novembro e dezembro foram simplesmente ignorados. Nenhum procedimento administrativo foi aberto para pagamento — curiosamente, logo após o resultado do processo eleitoral.

E como se não bastasse, o próprio ofício faz questão de registrar que toda essa desorganização administrativa e financeira ocorreu durante a gestão da avó da nobre vereadora.

A pergunta que ecoa pelas ruas da cidade é inevitável: onde estava a fiscalização rigorosa da vereadora Jéssica Leite quando estudantes ficaram meses sem receber? Por que o silêncio absoluto em 2023 e 2024? A preocupação da vereadora com os estudantes só existe quando o prefeito é adversário político?

Fiscalizar é dever do vereador. Cobrar é obrigação. Mas tentar fabricar uma crise a partir de um atraso pontual, técnico e justificado, enquanto se fecha os olhos para um prejuízo muito maior para os estudantes, deixado pela própria família, isso expõe não zelo, mas oportunismo político.

A atual gestão não apenas respondeu com fatos e transparência, como também abriu a caixa-preta de uma dívida que estava convenientemente abafada pela omissão da vereadora. E para fechar com chave de ouro, o ofício ainda convida a vereadora ou qualquer interessado, a consultar toda a documentação comprobatória do calote — um gesto que a coloca em clara sinuca de bico.

O episódio já entra para a história política de Olho d’Água do Borges como o dia em que uma tentativa de ataque virou autogol. Um lembrete claro de que, para cobrar, é preciso ter moral. E, acima de tudo, memória boa.

Veja o oficio abaixo:




Operação Mederi aponta dano mínimo de R$ 13,3 milhões

A decisão judicial que embasou a Operação Mederi aponta que as supostas fraudes investigadas pela Polícia Federal podem chegar a R$ 13,3 milhões, valor bloqueado pela Justiça e correspondente ao prejuízo mínimo estimado aos cofres públicos em contratos firmados por cinco prefeituras do Rio Grande do Norte com fornecedoras de medicamentos.

O montante é referente ao período de dois anos, entre 2024 e 2025, e fundamentou a determinação do bloqueio e sequestro de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas no esquema. Os bloqueios têm caráter cautelar e não representam antecipação de culpa.

Mossoró foi a cidade que concentrou o maior volume financeiro entre os municípios investigados, com R$ 9,58 milhões (71,8%) pagos às empresas Dismed Distribuidora de Medicamentos Ltda. e Drogaria Mais Saúde. Em relação às outras quatro prefeituras, os valores são inferiores, mas seguem o mesmo padrão de contratação e execução no mesmo período (2024/2025).

Em Serra do Mel, os pagamentos totalizaram R$ 1,68 milhão. Já o município de Paraú fez repasses de R$ 577,76 mil. A exemplo de Mossoró, Serra do Mel e Paraú tiveram movimentações com as duas empresas. No município de São Miguel, os pagamentos foram feitos apenas à Dismed e somaram R$ 420,28 mil. Em José da Penha, também conforme a decisão, foram pagos R$ 1,07 milhão à Dismed.

Segundo a decisão assinada pelo desembargador federal Rogério Fialho Moreira, a qual a TRIBUNA DO NORTE teve acesso, as fraudes podem chegar a R$ 13,3 milhões porque esse valor corresponde ao prejuízo mínimo estimado, considerando os contratos apurados pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que apontam indícios de entrega parcial de medicamentos, superfaturamento e pagamento integral das notas fiscais.

Alysson tenta ressuscitar defunto para fugir do presente

O prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, passou a usar a velha tática da defesa pelo ataque para tentar esconder os escândalos nos quais está envolvido até o pescoço nas últimas horas. Em vez de prestar esclarecimentos objetivos sobre os fatos que o atingem diretamente, resolveu ressuscitar defunto.

Alysson voltou a citar episódios antigos, como o caso da Arena das Dunas, envolvendo a ex-governadora Rosalba Ciarlini, e o episódio dos respiradores durante a pandemia da Covid-19, que atingiu a governadora Fátima Bezerra. Tudo isso numa tentativa clara de desviar o foco e confundir a opinião pública.

O problema é que esse tipo de estratégia costuma dar errado. Ao olhar para o passado para tentar se salvar no presente, o prefeito evita falar do que realmente importa: as acusações atuais e o seu papel nelas. Em vez de ressuscitar defunto, Alysson deveria cuidar dos seus próprios “couros” e dar explicações convincentes.

Rastros da DISMED se espalham por prefeituras do RN

A trajetória da DISMED Distribuidora de Medicamentos é o que mais chama atenção e deixa rastros acentuados em todo o seu envolvimento com diversas prefeituras do Rio Grande do Norte. A atuação da empresa não se restringe ao município de Mossoró, como inicialmente se tentou fazer crer.

Há indícios de que a DISMED mantém ou manteve contratos em vários municípios potiguares, o que amplia o alcance e a gravidade das investigações em curso. Esse histórico de relações com diferentes gestões municipais reforça a necessidade de um mapeamento detalhado sobre onde, como e em que valores a empresa operou no estado.

A expectativa agora é pelos próximos capítulos. Novos episódios devem vir à tona e podem revelar, com mais clareza, onde a DISMED possui contratos ativos ou já executados. À medida que as apurações avançam, o cerco tende a se ampliar, trazendo à luz informações que ainda permanecem nos bastidores.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Dia seguinte: Candidatura de Alysson é sepultada após escândalo

O dia seguinte ao escândalo que envolveu o prefeito de Mossoró e candidato a governador, Allyson Bezerra, após a ação da Polícia Federal, é de absoluto silêncio e clima de velório político. Nenhuma das principais lideranças ligadas a ele no Rio Grande do Norte se manifestou até agora sobre o caso.

O mutismo é geral. Aliados de primeira linha, dirigentes partidários e nomes que até poucos dias faziam defesa pública da pré-candidatura simplesmente desapareceram. O constrangimento é visível e o silêncio fala mais alto do que qualquer nota oficial.

A continuar dessa forma, o recado é claro: o projeto político de Allyson Bezerra pode estar sendo sepultado antes mesmo de ganhar corpo oficialmente. Em política, quando os aliados calam em momentos de crise, o isolamento costuma ser o sinal mais evidente de que a candidatura entrou em estado terminal.

Do Robson Pires

“Sou candidatíssima ao Senado”, diz Fátima em nova entrevista bem como Cadu Xavier

Em entrevista à FM Universitária, a governadora Fátima Bezerra (PT) declarou que é “candidatíssima ao Senado”. A afirmação sepulta especulações sobre sua pré-candidatura, deixando claro que mantém o projeto para 2026.

Fátima apresentou sua trajetória como base para o projeto, citando experiência como servidora pública, parlamentar e gestora. Entre os marcos destacados estão a relatoria do novo Fundeb, políticas de valorização de profissionais da educação, expansão da rede federal de ensino superior e técnico, criação dos Institutos Estaduais de Educação Profissional (IERNs) e interiorização universitária, incluindo o campus de Ciências Médicas do Seridó e a perspectiva de um Hospital Universitário em Caicó.

A governadora falou da necessidade de sua candidatura, atrelando ao projeto nacional, e afirmando que a eleição de 2026 será determinante para a governabilidade do presidente Lula e a composição do Congresso Nacional. Ela ressaltou a importância do Senado como espaço para garantir estabilidade institucional, citando episódios de confrontos às instituições, como os do dia 8 de janeiro de 2023.

No âmbito estadual, Fátima confirmou a pré-candidatura de Cadu Xavier ao governo do Estado e informou que PT e federação de esquerda trabalham na montagem de chapas para Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Ela também comentou a decisão de Walter Alves de não disputar a reeleição, destacando que o diálogo institucional foi mantido.

Ao se declarar “candidatíssima ao Senado”, Fátima reforça sua posição na disputa de 2026, sinalizando que pretende ocupar espaço político relevante no RN e na agenda nacional, sem fazer comentários sobre possíveis alianças ou estratégias partidárias além das confirmadas.

Fachin sinaliza que inquérito do Banco Master deve sair do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (27) que o inquérito que investiga irregularidades no Banco Master tende a deixar a Corte. A declaração foi dada em entrevista ao blog da jornalista Ana Flor, do G1, ao comentar o avanço das investigações e a competência do tribunal para manter o caso.

Segundo Fachin, a avaliação preliminar indica que, após a coleta de depoimentos e a análise de documentos, pode ficar claro que não há justificativa para o processo permanecer no STF. Para o ministro, o andamento da instrução deverá definir se o caso se enquadra ou não na competência da Corte, mas a tendência atual é de deslocamento para outra instância.

O inquérito está sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que tem sido alvo de críticas e acusações de possível favorecimento ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco liquidado pelo Banco Central. Toffoli, no entanto, nega qualquer impedimento e sustenta que sua atuação não compromete a imparcialidade do processo, argumento que já recebeu respaldo de colegas como o decano Gilmar Mendes.

A condução do caso também tem gerado desconforto político. De acordo com apurações da imprensa, o presidente Lula acompanha de perto a investigação e passou a sinalizar que não pretende sair em defesa pública do relator, diante da pressão e das críticas que cercam o escândalo envolvendo o Banco Master.

Com informações do InfoMoney

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

PF vai à casa de Alysson Bezerra e arromba sede de empresa em megaoperação contra desvios na saúde

A Polícia Federal esteve na residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), na manhã desta terça-feira (27), durante a megaoperação que investiga um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde no Rio Grande do Norte. O gestor está entre os alvos da ação, conforme apuração da TV Globo.

Além do cumprimento de mandados na casa do prefeito, a PF arrombou a sede da empresa Dismed – Distribuidora de Medicamentos Ltda, que também é alvo da investigação. A empresa, que atua no fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, é apontada como uma das peças centrais do suposto esquema criminoso.

De acordo com as investigações, baseadas em auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), há indícios de falhas graves na execução de contratos, incluindo compra de materiais que não teriam sido entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço nos produtos adquiridos por prefeituras.

A operação apura contratos firmados com administrações municipais de diversos estados, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte. Os investigados poderão responder por crimes como desvio de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.

Imagens da operação mostram a presença da Polícia Federal na casa do prefeito de Mossoró, reforçando o avanço das investigações. A PF ainda não divulgou o número total de mandados cumpridos nem o valor estimado do prejuízo aos cofres públicos. Mais informações devem ser divulgadas ao longo do dia.

PF faz megaoperação contra desvio de recursos no RN; prefeito de Mossoró está entre os alvos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação de saúde no Rio Grande do Norte (RN).

A TV Globo apurou que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), está entre os alvos da operação.

Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.

A operação tem como base auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU). Documentos do órgão apontam que há falhas na execução contratual. Inclusive, indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço dos produtos.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.

Com informações do G1

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Esquerda comanda 8 dos 10 Estados com mais mortes do Brasil

Governadores com perfis mais à esquerda comandam 8 dos 10 Estados com mais mortes violentas em 2025. O levantamento é do Poder360 e leva em conta dados oficiais do Ministério da Justiça. Considera registros de homicídios, feminicídios, latrocínios e mortes pós-lesões corporais.

O Ceará, de Elmano de Freitas (PT), lidera o ranking das unidades da Federação mais violentas. Teve no ano passado 32,6 mortes a cada 100 mil habitantes. Em Pernambuco, de Raquel Lyra (PSD, mais de centro), que ocupa o 2º lugar, foram 31,6. Em Alagoas, de Paulo Dantas (que é do MDB, mas tem visões mais à esquerda), foram 29,4, assumindo a 3ª posição.

A média de mortes em Estados comandados por políticos mais à esquerda é maior: 23,4 a cada 100 mil habitantes. Nas unidades da Federação chefiadas pela direita, essa média é de 14,8.

Os números de mortes por intervenção policial não entraram na conta por não estarem estratificados por cidade até agora. Esses dados, quando forem atualizados, não mudarão a leitura geral dos quadros apresentados nesta reportagem.

Como o ano ainda está começando, é possível que os números fechados tenham leves variações caso correções mínimas sejam feitas nos próximos dias.

São Paulo, por exemplo, não enviou as informações referentes a dezembro. Isso não interferirá nos números apresentados acima nem no ranking geral porque historicamente o Estado sempre fica mais bem posicionado por causa do tamanho da sua população (46,1 milhões de pessoas).

O Ceará, que aparece como a unidade da Federação mais perigosa do Brasil, disse ao Poder360 que –apesar do número ainda alto de mortes– houve uma redução na comparação do 2024. Destacou ações que resultaram no aumento de prisões e redução de crimes específicos, como o latrocínio.

DIREITA TEM MAIORES MELHORAS

Caso Master expõe desgaste no STF e investigadores veem permanência de Toffoli como insustentável

Investigadores que acompanham o Caso Master avaliam que a situação do ministro Dias Toffoli, do STF, tornou-se insustentável e tende a se agravar com o avanço das apurações. Segundo essa leitura, a crise não depende apenas das decisões do próprio ministro, já que parte das investigações ocorre fora do Supremo, especialmente em São Paulo, envolvendo fundos e estruturas financeiras que podem gerar novos fatos a qualquer momento.

A informação é da colunista Andréia Sadi, do g1. Esse diagnóstico já foi levado a ministros do STF, com alertas de que o caso pode ultrapassar o desgaste individual e se transformar em um problema institucional. A avaliação apresentada é de que o episódio tem potencial para “arrastar o tribunal para a lama”, colocando a Corte no centro de um escândalo de grandes proporções, mesmo que o relator tente organizar o processo internamente.

Nos bastidores do Supremo, cresce a defesa de uma saída considerada técnica e menos traumática: o envio do caso para a primeira instância. A medida afastaria Toffoli da linha de frente, reduziria a pressão sobre o STF e evitaria a criação de uma nova tese jurídica. Não seria uma solução honrosa, mas, na avaliação de ministros, a mais pragmática diante do cenário.

O impasse, porém, permanece. Integrantes da Corte não acreditam que Toffoli aceite se afastar voluntariamente, e reconhecem que faltou uma articulação institucional mais firme para buscar essa saída antes que a crise ganhasse dinâmica própria. Com o STF entrando no radar do debate eleitoral e novos desdobramentos podendo surgir fora do alcance do relator, a avaliação interna é de que esticar a corda pode empurrar o tribunal para uma crise política prolongada, sem prazo claro para acabar.

Governo vê ato de Nikolas como largada antecipada da campanha bolsonarista

Apesar do discurso público de que a manifestação liderada por Nikolas Ferreira (PL-MG) não preocupa, setores do governo e do PT avaliam nos bastidores que o ato pode ter marcado o início informal da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O deputado mineiro encerrou no domingo (25), em Brasília, uma mobilização que começou em Minas Gerais e reuniu milhares de apoiadores na capital federal.

A informação é da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles. A leitura no entorno do presidente Lula é de que a iniciativa sinaliza que o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro segue com capacidade de levar gente às ruas e manter mobilização política ativa até o período eleitoral. Aliados reconhecem que o movimento organizado por Nikolas funciona como um teste de força e reposiciona o bolsonarismo no debate público.

Diante desse cenário, auxiliares do Planalto passaram a defender uma estratégia chamada internamente de “política de retenção da atenção”. A ideia é impedir que a oposição monopolize a agenda política, obrigando o governo a disputar diariamente o foco do noticiário e das redes sociais.

Na prática, isso deve se traduzir na intensificação de inaugurações de obras, avanço em pautas de forte apelo popular — como o debate sobre a escala 6×1 — e reforço da comunicação sobre entregas da gestão, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O consenso é que o governo precisará adotar postura ofensiva para neutralizar a antecipação do jogo eleitoral.