O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar o Orçamento de 2025 nesta semana, ao retornar da viagem oficial de seis dias à Ásia. O texto, já aprovado pelo Congresso Nacional, chegou à Presidência na última quarta-feira (26) e precisa ser sancionado por Lula até 15 de abril. Lula deve chegar em Brasília (DF) na noite deste domingo (30), depois de passar por Japão e Vietnã para discutir parcerias comerciais e tentar incluir a carne brasileira na lista de produtos comprados pelos japoneses.
Apesar de poder analisar
o texto até a primeira quinzena do próximo mês, a expectativa é que Lula
sancione o Orçamento antes disso, como apurou o R7.
A comitiva de Lula para a
viagem à Ásia contou com os presidentes da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Na coletiva de imprensa
que encerrou a ida ao Japão, Lula afirmou que os convites a Motta e Alcolumbre
ocorreram “para retomar a normalidade democrática do país”.
“Nós temos um
compromisso. A gente não precisa abrir mão das nossas divergências pessoais e
ideológicas, o que nós temos é que assumir um compromisso de que país
queremos”, disse. O presidente informou, ainda, que estendeu o convite aos
ex-presidentes das duas Casas Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG),
porque “rei é sempre rei”.
Peça orçamentária
O Orçamento deveria ter
sido aprovado pelo Congresso ainda em 2024. No entanto, impasses em torno das
emendas parlamentares atrasaram a votação. Sem o Orçamento aprovado e
sancionado nos primeiros meses deste ano, o governo federal foi obrigado a
trabalhar com recursos limitados, suficientes apenas para manter a máquina
pública.
A peça orçamentária vai
destravar, entre outros pontos, o reajuste de servidores públicos federais, o
novo CNU (Concurso Nacional Unificado), apelidado de “Enem dos Concursos”, e o
empenho de novas emendas parlamentares.
Foram reservados R$ 22
bilhões para garantir o reajuste salarial de 9% para os servidores do
Executivo. Os valores incluem o pagamento das parcelas a partir de janeiro de
2025, que serão transferidas retroativamente. Em dezembro do ano passado, o
governo publicou uma medida provisória com o reajuste aos servidores, mas o
aumento não foi pago nos primeiros meses deste ano devido à falta de orçamento.
R7
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